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EUA seguem com o planejamento de modernização do B-52

Foto - USAF

A USAF (Força Aérea Americana) planeja a longar a vida útil do B-52 para além de 2040, para isso será necessário um capital alto para as modificações nos motores da aeronave, que ainda são baseados em uma tecnologia antiga, da década de 60.

Porém essa medida carrega um risco, e também por isso precisa passar por aprovação pelo sistema fiscal dos EUA, caso tenha a aprovação será um importante passo para modernização do B-52. A aeronave ainda é de grande utilidade para a USAF, sendo empregada em ações contra o Iraque e o Estado Islâmico na Síria, além dos EUA operarem a aeronave em bases americanas no Pacífico.

Uma atualização que já é vista com bons olhos é a remotorização do B-52, os motores atuais são os Pratt & Whitney T33 e são antigos e consomem bastante, a USAF também já começa a achar dificuldades para fazer a manutenção do mesmo. Na disputada dos novos motores além da Pratt & Whitney, a GE e a Rolls-Royce também estão estudando novas possibilidades.

E para manter esse projeto em dia o governo americano precisará desembolsar US$ 10 milhões já em 2018 somente para fazer uma análise de risco.

Vale ressaltar que o governo americano já gastará US$ 1,34 bilhão entre 2018 a 2022 para fazer uma atualização tecnológica do B-52, deixando ele semelhante aos bombardeiros atuais em detecção de alvos e integração de rede. Essa atualização é importante, com o novo hardware o B-52 será capaz de lançar o dobro de bombas guiadas por GPS ao mesmo tempo, e guiar todas elas conjuntamente.

Outras modificações no B-52 custarão US$ 227 milhões em 2018 para o governo americano. O custo de outras missões não foi computado.

A USAF vê a atualização dos motores que equipam o B-52 como uma boa novidade, capaz de estender a vida útil da aeronave para além de 2050, diminuir a mão de obra de mecânicos, a manutenção das aeronaves e também o uso de aviões-tanque para fazer as missões. Com motores novos e atuais o B-52 aumentará sua autonomia, ao mesmo tempo que melhora a confiabilidade em voo, de acordo com a USAF.

Foto – USAF

A possível atualização

A Rolls-Royce já considera usar o motor RB211, com um arranjo de quatro motores, adaptados para o B-52. O motor RB211 é utilizado no Boeing 757, Lockheed Tristar, Boeing 767 e no Boeing 747-200/300/400. No Boeing 757, que é a versão preterida para o B-52, esse motor pode gerar até 43100 lbf de empuxo.

A GE Aviation relatou que é capaz de fazer um plano de remotorização do B-52, além de fornecer o motor CF-34 com 18 mil lbs de empuxo. Esse motor seria desenvolvido a partir do TF34, que equipa o A-10 Thunderbolt, por exemplo. Porém também há uma proposta para substituir os motores do B-52 por quatro CF6, na versão militar TF39, o mesmo turbofan que equipa os jatos C-5 Galaxy, da Lockheed Martin. O motor CF6 já é bem confiável e bastante utilizado no meio aeronáutico.

Responsável pelo motor que o B-52 utiliza até hoje, a Pratt & Whitney tem como opção o aprimoramento do desempenho do motor TF33, que já equipa o B-52, de acordo com a empresa esse é o motor ideal e que atende a todos os requisitos de funcionalidade do B-52.

A melhora esperada no consumo de combustível é na ordem de 10 a 25%, pois isso depende dos motores utilizados e do projeto realizado pela fabricante dos motores.

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Redação Aeroflap

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