A Força Aérea Brasileira desativou nesta segunda-feira (12/12), no Rio de Janeiro, o Esquadrão Adelphi, composto por caças AMX A-1 e A-1M, de modelo monoposto (A) e biposto (B). Esse Esquadrão operava desde 07 de Novembro de 1988, com primeira aeronave AMX já operando em 1989. 

Com a transferência das aeronaves A-1 e A-1M do Esquadrão Adelphi (1°/16° GAV), a Força Aérea Brasileira concentra, a partir desta quinta-feira (15/12), a operação do AMX no Sul do país. A Base Aérea de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, abriga duas unidades aéreas, Centauro (3º/10º) e Poker (1º/10º), que já operam os mesmos vetores empregados em missões de ataque e reconhecimento armado, entre outras.

De acordo com o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, o local foi o mais adequado para concentrar as aeronaves que passam por processo de modernização. “A Base Aérea de Santa Maria reúne condições favoráveis pela região em torno, pelo fato de existir um estande de tiro de Saicã nas proximidades. Isso tudo facilita o uso do avião naquela região. Facilita mais do que se mantivéssemos em Santa Cruz [zona oeste do Rio de Janeiro], onde o tráfego aéreo é mais intenso”, disse o oficial-general.

Foto - Bruno Batista/Força Aérea Brasileira
Foto – Bruno Batista/Força Aérea Brasileira

A data de desativação foi marcada por uma cerimônia militar com a presença do Comandante-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira, ex-comandantes e ex-integrantes, além de todo o efetivo. Os hangares em Santa Cruz passarão a ser ocupados pelo Esquadrão Puma (3º/8º GAV) que opera helicópteros H-36 Caracal.

A ação é a primeira a ser concretizada, dentre as que envolvem mudanças em unidades aéreas, e segue a programação de reestruturação administrativa e operacional proposta pelo Comando da Aeronáutica com o objetivo de concentrar serviços para reduzir custos e aumentar o investimento de recursos humanos e financeiros na atividade fim da instituição.

De acordo com o programa, o esquadrão deve ser reativado em Anápolis (GO) com a chegada da nova aeronave de combate, o F-39 (Gripen NG). O efetivo de 162 militares também foi transferido para unidades da FAB em Santa Maria, unidades aéreas e administrativas no Rio de Janeiro, Brasília (DF) e região Norte.

Foto - Força Aérea Brasileira/Divulgação
Foto – Força Aérea Brasileira/Divulgação

Criado em 07 de novembro de 1988, com a missão de capacitar o seu efetivo em ações de ataque, reconhecimento armado, controle aéreo avançado, interferência eletrônica, entre outras, o Adelphi foi a primeira unidade aérea da FAB a ser equipada com aviões de caça A-1.

Adotou a palavra Adelphi como designação oficial da unidade e do código de seus pilotos, perpetuando assim uma tradição e uma justa homenagem à vida e às glórias obtidas durante a campanha da Segunda Guerra Mundial na Itália. Neste ano, completou 28 anos de criação e completou 2 mil horas de voo com aeronaves A-1 modernizadas.

O Tenente-Coronel Aviador Roberto Martire Pires lembrou que o grupo foi responsável por iniciar conceitos operacionais de técnica de emprego, navegação e ataque advindos da inédita participação na Red Flag, exercício operacional realizado nos Estados Unidos. “Hoje esses conceitos estão traduzidos nos voos de pacote de toda a FAB e na figura do mission commander”, complementou.

 

Via – Força Aérea Brasileira (Com alterações da Aeroflap)

COMPARTILHAR