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Foguete – Os Líquidos #1

Realizando uma pequena pausa na nossa explicação de foguetes de propelente sólido e agora já dando uma pequena introdução aos de propelente líquido. Essa pequena abordagem sobre esse tipo de configuração será necessária por conta da diferenciação entre os tipos disponíveis e em uma postagem futura a abordagem sobre os híbridos.

Foguete alemão V2 em corte
Foguete alemão V2 em corte

No geral os foguetes de propelente líquido são mais leves para a mesma finalidade, geram um empuxo maior que o propelente sólido e são mais difíceis de construir e armazenar. Sua configuração padrão é ter os tanques separados e a câmara de combustão projetada unicamente para proporcionar uma queima uniforme, isso permite inclusive uma configuração de vários motores como no Saturn V com somente 2 tanques, um para o combustível e outro para o comburente. Geralmente pode ser usado um tanque de hélio para gerar pressão ou bombas.

Saturn V em corte, seus vários estágios são todos de propelente líquido.
Saturn V em corte, seus vários estágios são todos de propelente líquido.

Geralmente é utilizado oxigênio como comburente e em diversos casos Querosene como na Soyuz, Álcool como no V2 e no Saturn 5 que utilizava LP1 no primeiro estágio (que era um tipo de Querosene), e hidrogênio nos estágios seguintes. Uma de suas vantagens é que em caso de falha o motor pode ser desligado, diferentemente do propelente sólido que na maioria das vezes uma vez ligado sempre ligado, além de claro um maior controle da potência do motor visto que as válvulas também permitem esse tipo de controle sobre a vazão dos líquidos. Em volta da câmara de combustão passa combustível que ajuda a resfriar o motor com utilizando da temperatura negativa de seu estado líquido.

Motor gigantesco do Saturn V denominado de F-1.
Motor gigantesco do Saturn V denominado de F-1, observe as mangueiras na lateral para resfriamento.

Apesar disso tudo temos algumas desvantagens, a começar pelo projeto super complicado de gerenciar o combustível líquido a baixa temperatura e de abastecimento dos tanques algumas horas antes de ligar os motores. Já no motor temos um componente injetor chamado muitas vezes de chuveirinho, ou ducha, pois seu formato é bem parecido, ele é responsável por boa parte do sucesso da mistura entre o oxidante e o combustível, muito dos projetos de motor para propelente líquido que dão errado estão nesse componente, como por exemplo no fracassado foguete russo que tentou levar homens a lua, chamado de N-1, boa parte causado por falha na sincronização e funcionamento dos seus 32 motores (enquanto isso o Saturn V só utilizava 5 motores) . Logicamente isso faz desse tipo de motor ser menos confiável do que um a propelente sólido.

Conhece o chuverinho? Esse que não tem nada de diminutivo equipa o motor acima.
Conhece o chuverinho? Esse que não tem nada de diminutivo equipa o motor acima.

A próxima parte será a segunda abordagem sobre os foguetes de propelente sólido, onde o conhecimento sobre seu funcionamento será aprofundado, já está pronto e programado para ser postado na sexta dessa semana.

About the author

Pedro Viana

Pedro Viana

Acadêmico de Engenharia Aerospacial - Editor de foto e vídeo - Fotógrafo - Aeroflap

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