Apesar da pouca participação de mercado na América Latina, a Bombardier lançou sua previsão de crescimento durante um Fórum de Líderes Aéreos, que ocorreu recentemente. A perspectiva é uma forma de trazer as atenções para o CSeries, o novo jato regional da empresa.

A Bombardier espera que o mercado dobre sua frota nos próximos 20 anos, em um estudo realizado para aeronaves entre 60 a 150 aeronaves. De acordo com a Bombardier, atualmente há cerca de 650 aeronaves operando na região, com a nova perspectiva mais de 1050 aviões serão entregues nos próximos anos, e 400 serão aposentados no final de 2036, resultando em 1300 aviões operando no mercado regional.

“O mercado regional, analisando os voos com menos de 2500 km na região, é um mercado robusto. É um mercado onde estamos vendo crescimento”, disse o vice-presidente de vendas da Bombardier na América Latina e no Caribe, Alex Glock.

A Bombardier logicamente espera colocar suas aeronaves nesse mercado, apesar da força que a Embraer tem principalmente nos países filiados ao Mercosul, e também naqueles que o Brasil tem acordos. Em contrapartida a Bombardier está apostando na parceria com a Airbus, que tem boa participação na América Latina com o A320.

Nesse mercado a Bombardier espera que as entregas na América Latina incluam 500 aeronaves regionais com capacidade de 60 a 100 passageiros, e 550 aviões na categoria de 100 a 150 lugares.

Desses 550 aviões a Azul, maior companhia aérea em destinos regionais do Brasil, já garantiu a operação do E195-E2 em sua frota, anulando a chance de participação da Bombardier.

 

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