Dados do mais recente Anuário Brasileiro de Aviação Civil revelam aumento na frota de aeronaves da aviação geral na região Centro-Oeste. Com pouco mais de 3560 unidades, na contramão das exportações, cancelamentos de matrícula, vendas e liquidações, a região incorporou 59 novas aeronaves em 2016, sendo 39 apenas no estado de Goiás. O Centro-Oeste é a segunda maior região do país em quantidade de aeronaves, atrás do Sudeste (6260 aeronaves) e à frente do Sul (2460 aeronaves).

Para Cássio Polli, diretor da Aerie Aviação Executiva, empresa brasileira especializada na compra, venda, importação e exportação de aeronaves executivas, a falta de capilaridade da infraestrutura de transportes do país impõe desafios que a aviação civil segue endereçando. “No Brasil, aeronaves para transporte privado permanecem como alternativa tanto para o alcance de regiões remotas quanto para ganho de mobilidade nos grandes centros. ”, afirma Polli.

Ainda de acordo com o levantamento, a aviação agrícola registrou queda de 2% no Centro-Oeste em 2016, passando de 428 para 419 aeronaves destinadas a esse fim. Apesar da ligeira redução, a região segue concentrando o maior número de aeronaves para suporte às atividades no campo – 36% da frota brasileira da categoria encontra-se no local.

Na avaliação do especialista, as demandas goiana e mato-grossense apresentam oportunidades para comercialização de aeronaves denominadas “utilitários aéreos”. “São aviões com características especificas para operação em pistas curtas e não preparadas, como as de terra, grama ou cascalho, dimensionadas para carregar passageiros e/ou muito peso (1500 a 1800 kg de carga). Esse tipo de aeronave atende bem a demanda do produtor rural, mesmo em dias quentes ou lugares mais altos. ”, explica Cássio Polli.

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