Com expectativa de alongar a vida do bombardeiro clássico B-52 até 2050, a USAF planeja fazer uma remotorização do B-52 em breve. A proposta é substituir o motor Pratt & Whitney TF33, um turbofan de baixo Bypass, por um motor moderno e capaz de estender a autonomia da aeronave e proporcionar maior economia para o B-52.

O motor Pratt & Whitney equipa o bombardeiro B-52 desde 6 de março de 1961, e durante todo esse tempo funcionou com a confiabilidade necessária para uma aeronave desse porte.

A proposta de substituir os motores e manter o B-52 voando por mais 30 anos, pelo menos, é vista como mais um reforço na confiabilidade do equipamento, mesmo após os Estados Unidos criarem bombardeiros modernos como o B-1, B-2 e agora o B-21, que está sendo desenvolvido pela Northrop.

Entre as fabricantes que já demonstraram interesse em remotorizar o B-52 estão a GE Aviation, Pratt & Whitney e a Rolls-Royce. Anteriormente a Boeing propôs trocar os oito motores TF33 por oito motores que equipam jatos regionais, com potência rodando entre 17000 a 19000 libras, assim não precisaria de nenhuma modificação estrutural de grande proporção.

Porém também há uma proposta para substituir os motores do B-52 por quatro CF6, na versão militar TF39, o mesmo turbofan que equipa os jatos C-5 Galaxy, da Lockheed Martin. O motor CF6 já é bem confiável e bastante utilizado no meio aeronáutico.

A Rolls-Royce já considera usar o motor RB211, com um arranjo de quatro motores, adaptados para o B-52. O motor RB211 é utilizado no Boeing 757, Lockheed Tristar, Boeing 767 e no Boeing 747-200/300/400. No Boeing 757, que é a versão preterida para o B-52, esse motor pode gerar até 43100 lbf de empuxo.

Uma outra análise recente pode também equipar o B-52 com oito motores e voltar para o conceito e usar 8 motores de jatos regionais no B-52, por mais que o gasto de combustível seja alto. Somente para equipar todos os 76 bombardeiros B-52 ativos, a fabricante escolhida precisaria produzir 608 motores, além de manter a produção de motores e peças sobressalentes pelo menos até 2050.

A melhora esperada no consumo de combustível é na ordem de 10 a 25%, pois isso depende dos motores utilizados e do projeto realizado pela fabricante dos motores.

Nessa última proposta feita em fevereiro deste ano um dos motores cotados é o GE CF34 -10, um modelo similar ao que equipa o jato E190 da Embraer. A GE Aviation relatou que é capaz de fazer um plano de remotorização do B-52, além de fornecer o motor CF-34 com 18 mil lbs de empuxo. Esse motor seria desenvolvido a partir do TF34, que equipa o A-10 Thunderbolt, por exemplo.

Responsável pelo motor que o B-52 utiliza até hoje, a Pratt & Whitney tem como opção o aprimoramento do desempenho do motor TF33, que já equipa o B-52, de acordo com a empresa esse é o motor ideal e que atende a t odos os requisitos de funcionalidade do B-52.

“No entanto, todos os motores comerciais nesta classe exigem maior capacidade para suportar os requisitos de carga elétrica e hidráulica B-52H, e também exigiria extensa integração da estrutura e testes de vôo”, disse um porta-voz da PW.

A Rolls Royce tem para oferecer um motor baseado na série BR700, esse equipa os jatos da Gulfstream, que estão entre os mais eficientes do mundo, além do C-37A, uma versão de transporte militar do Gulfstream V. As alternativas para o B-52 são os motores das séries BR715 e BR725, com capacidade de produzir um empuxo de até 21000 lbf, equivalente ao motor CF34 da GE.

 

Via – Aviation Week

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