Em 2017 a GOL conseguiu atingir um bom lucro operacional, registrando R$ 990 milhões ao longo dos 12 meses do ano. Esse lucro foi bastante afetado devido aos resultados da companhia no último trimestre de 2017 (4º), que registrou lucro operacional de R$ 388 milhões.

Esse melhor resultado no 4º trimestre de 2017 foi devido a um aumento de 8% no número de passageiros transportados por quilômetros voados (RPK), e também um aumento de 6,2% no número geral de passageiros transportados.

No financeiro a margem operacional foi de 13% no último trimestre, com receita de R$ 3 bilhões no mesmo período, valor 11,8% maior em comparação com 2016. O lucro antes de depreciação, juros, impostos e amortização foi de R$ 532 milhões no mesmo período citado.

A GOL ainda apresentou bons resultados no 4º trimestre, ela conseguiu usar suas aeronaves em média 12,4 horas por dia, um aumento de 5,4% em relação a 2016. Ao mesmo tempo a companhia aumentou a taxa de ocupação dos seus aviões.

O maior uso dos aviões indica que a companhia otimiza o tempo em solo, e evita acrescentar mais aeronaves na frota, reduzindo os custos de manutenção e aquisição.

 

Em 2017

Ao todo a GOL transportou aproximadamente 32.471.000 passageiros em 2017, com 41.953.000 assentos ofertados. Mais de 250.600 decolagens foram realizadas no ano passado, para efeito de comparação a GOL fez 261.514 decolagens e pousos em 2016.

A receita foi de R$ 10,6 bilhões em 2017, valor 7,2% maior em comparação com o ano anterior. O lucro operacional anual foi de R$ 990 milhões.

No ano de 2017, a margem EBIT foi de 9,4%, um crescimento de 2,3 p.p. em relação a 2016, e o resultado operacional atingiu R$1,0 bilhão. A margem EBITDA atingiu 14,1% em 2017, um crescimento de 2,5 p.p. no ano. A margem EBITDAR foi de 23,0% em 2017, uma evolução de 1,3 p.p. no ano.

A GOL apresentou muitas diminuições no ano passado, a oferta de assentos da companhia diminuiu, ao mesmo tempo que houve um número menor de decolagens em comparação com 2016, registrando uma queda de 3,9% e 4,2%, respectivamente.

Consequentemente a companhia tentou trabalhar ao máximo com a menor quantidade de assentos disponíveis para aumentar a ocupação nos seus voos, e assim conseguir aumentar a quantidade de passageiros transportados. E deu certo, contabilizando todo o tráfego geral de 2017 a GOL teve alta de 2,1 p.p. na taxa de ocupação, registrando 79,7%, e por causa disso conseguiu obter alta de 0,4% no número de passageiros transportados.

No acumulado do mercado doméstico a GOL conseguiu obter uma taxa de ocupação ainda melhor, registrando 80,2% dos assentos ocupados em média. 

Ainda no mercado doméstico de aviação, a GOL registrou no mesmo período uma alta de 3,7% na demanda, enquanto diminuía sua oferta.

 

Reduzindo a dívida

Sobre a Redução da Dívida o presidente da companhia, Paulo Kakinoff, disse:

Do ponto de vista financeiro, seguimos com a estratégia de redução do custo de dívida e melhoria do perfil de liquidez. Em dezembro de 2017, por meio de nossa subsidiária GOL Finance, realizamos com sucesso a emissão de Senior Notes no montante de US$500 milhões com vencimento em 2025 e cupom de 7,0%. Nesse trimestre a relação dívida líquida (ex-bônus perpétuos) por EBITDA UDM melhorou para 3,0x, e a liquidez total cresceu para R$3,2 bilhões.

A relação divida líquida (excluindo os bônus perpétuos) sobre EBITDA UDM foi de
3,0x no 4T17, melhor em relação ao 3T17 (3,4x) e ao 4T16 (4,2x). A liquidez total, incluindo caixa, aplicações financeiras, caixa restrito e contas a receber, totalizou R$3,2 bilhões, um aumento de 51% sobre 30/09/17 e um aumento de 66% em relação à 31/12/16.

 

Análise Geral

Esse foi um bom resultado, considerando que a GOL 

Mesmo com o bom resultado, as ações da GOL terminaram a quarta-feira em queda de 2,31%.

 

Perspectiva de resultados para 2018

A GOL começou esse ano com 119 aviões da família Boeing 737 em sua frota.

Com esses aviões, e os novos 737 MAX, a GOL espera terminar 2017 com uma receita líquida de R$ 11 bilhões. 

Para 2018, a projeção atual da GOL para margem EBIT é da ordem de 11%.

 

O Boeing 737 MAX 8 em 2018

Foto – GOL/Divulgação

“Nossa expectativa para este ano é continuar a impulsionar a nossa vantagem de eficiência e de tecnologia, além da incorporação das novas aeronaves Boeing 737 MAX 8 no segundo semestre de 2018. Com autonomia de voo de até 6.500 km, as novas aeronaves 737 MAX 8 permitirão que a GOL ofereça voos sem escalas do Brasil para qualquer destino na América Latina, bem como para os nossos destinos recentemente anunciados na Flórida”, comentou Paulo Kakinoff, presidente.

Em janeiro de 2018 a GOL iniciou a venda de passagens para Miami e Orlando, seus primeiros destinos nos Estados Unidos. O novo serviço utilizará o novo Boeing 737 MAX 8, e começará no dia 4 de novembro deste ano, com partidas de Brasília e Fortaleza.

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