Foto - Infraero

Depois de quase um ano após o anúncio da intenção de conceder a Infraero, o Governo Brasileiro pode finalmente dar início ao plano de repassar parte da empresa para uma propriedade privada, pelo menos 51% da Infraero será repassada ao setor privado, que poderá chegar a 80%.

Devido aos aeroportos maiores, como Congonhas e Santos Dumont, essa participação de 51% a 80% poderá ser vendida por um valor entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, mas pode chegar a R$ 50 bilhões dependendo da proposta do governo.



De acordo com a publicação do jornal O Globo, o BNDES ainda será contratado para realizar estudos sobre o modelo da licitação. O governo ainda não sabe se leiloará todos os aeroportos da rede em um único pacote, ou dividirá em blocos, assim como explicamos anteriormente por aqui.

O que sabemos até então é sobre o formato de repasse dessa propriedade, será por concessão, assim como nos outros aeroportos leiloados até então. Dessa forma uma empresa ficará responsável pelo terminal durante um período de tempo, e após esses anos, a propriedade do aeroporto volta a ser totalmente da Infraero, que poderá optar por conceder, privatizar ou manter no seu portfólio. 

O governo ainda está avançando nisso, uma reunião foi realizada na sexta-feira, e os próximos passos incluem levar o modelo da proposta aos ministros, e incluir isso no Plano Nacional de Desestatização (PND), após aprovação dos ministérios. A prioridade é realizar o leilão ainda em 2018, para evitar que o próximo presidente abandone esse projeto.

Os funcionários da Infraero seriam automaticamente transferidos quando, depois do leilão, a empresa privada assumisse o controle do aeroporto ou dos aeroportos, a depender do estudo realizado pelo BNDES.

Parte do desmonte já está sendo realizado, transferindo cerca de 1800 funcionários para a Nav Brasil, uma empresa criada pela aeronáutica e responsável pelo tráfego aéreo nos aeroportos.

A prioridade do Governo é da mais agilidade para a administração dos aeroportos, melhorar a infraestrutura no interior do país, e principalmente, estancar o prejuízo de quase R$ 2 bilhões por ano.