Nesta terça-feira (31/10) a companhia aérea estatal Aerolíneas Argentinas e sua subsidiária, a Austral Líneas Aéreas, cancelaram todos os voos domésticos e internacionais programados, devido à greve de 24 horas dos pilotos.

No total mais de 30 mil passageiros serão afetados por essa greve. Nenhum piloto se comprometeu a voar nesta terça e todas as aeronaves ficaram paradas nos aeroportos.

Essa é a primeira greve de pilotos, desde 1986, que forçou a companhia a cancelar todos seus voos internacionais.

Cinco sindicatos estão participando da paralisação, com quase 400 voos domésticos e internacionais cancelados.

A companhia espera que as remarcações afetarão os voos programados até a semana seguinte à essa greve, outros passageiros foram reacomodados em voos de outras companhias. Para os clientes que não aceitarem os novos horários, a companhia devolverá o dinheiro pago na passagem aérea.

Por conta dessas movimentações para diminuir o impacto e cumprir a lei, a Aerolíneas Argentinas registrará um prejuízo de milhões de dólares.

Os pilotos da Aerolíneas Argentinas estão fazendo essa greve para que a administração da companhia aumente seus salários em 26%, valor perto da inflação prevista para 2017 (22%).

De acordo com o presidente da empresa, no entanto, eles recebem uma média de 250000 pesos (14000 dólares) por mês. Em comparação com o ano passado, o salário já subiu 42%, mas a inflação foi de 47% em 2016, sendo que o aumento na verdade representa uma redução do poder de compra dos pilotos.

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