Há algum tempo a Argentina estava precisando de novos caças, após a aposentadoria dos Mirage III, isso em parte foi resolvido com a implementação de 5 aviões Super Étendard, provenientes da França, porém isso gerou um grande problema interno.

Está ocorrendo uma disputa entre a Força Aérea e a Marinha da Argentina para saber quem vai operar o avião primeiro. Enquanto a Força Aérea da Argentina está sem poderosos vetores aéreos, a Marinha não tem quase nada para proteger a costa do país via ar.

Argumentos da Marinha dizem que eles tem preferência pois estocaram o avião desde a Guerra das Malvinas, mas a Força Aérea rebate dizendo que a Marinha nem mesmo tem um porta-aviões para operar com os Super Étendard, e ainda dizem que a “força” deve se concentrar no mesmo lugar.

A real da história é que se a Força Aérea da Argentina receber um ataque via ar ela não poderá fazer muita coisa, mesmo que seja de um F-5M, pelo menos a Marinha poderá fazer algo para ataques via mar. Para piorar a situação, todos os aviões Lockheed Martin A-4AR Skyhawk estão fora de serviço na Força Aérea Argentina.

Nessa situação a prioridade será manter as aeronaves com a aeronáutica, para centralizar o poder aéreo do país em somente um lugar e facilitar a operação das Forças Armadas. Além disso as bases aéreas têm localizações melhores para o “novo” avião operar.

Os Super Étendard estocados e agora reformados são como um alívio para as Forças Armadas da Argentina, que tem um avião de baixa velocidade mas com operação similar ao Mirage III, e capazes de responder rapidamente contra uma invasão aérea. Com a inflação galopante de 46% em 2016 e restrições no comitê de segurança internacional, principalmente partindo do Reino Unido, a expectativa é de nenhuma encomenda da Argentina nos próximos anos.

Mas esses aviões servirão principalmente como um apoio de segurança (bem fraco, inclusive) para uma reunião da Cúpula do G-20, que irá ocorrer nos últimos meses de 2018 em Buenos Aires. De qualquer modo, os EUA deverão enviar Trump escoltado por caças F-18 Super Hornet com bombardeiros e reabastecedores aéreos, e até mesmo o Brasil poderá enviar aviões F-5M juntamente com o presidente em exercício, pela falta de segurança nacional nessa reunião na Argentina.

Na reunião do G-20 a Argentina também espera colocar em operação 3 caças A-4AR, como o último suspiro de vida desse avião.

 

Via – Poder Aéreo

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