Imagine viajar sem saber qual a velocidade atingida pelo seu carro durante todo o trajeto. Isso foi o que aconteceu com a tripulação de uma aeronave comercial, em 2011, por causa da colisão com um balão de ar quente não tripulado.

Com 95 passageiros a bordo, a tripulação teve de viajar sem acesso a informações como velocidade e temperatura, além de ter o piloto automático desacoplado. Graças às condições meteorológicas favoráveis, os pilotos conseguiram prosseguir com o voo.

O avião havia decolado do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao Aeroporto de Confins (MG). Durante a subida (fase imediatamente após a decolagem), a tripulação avistou um balão já notificado pela equipe da Torre de Controle, mas não conseguiu evitar a colisão.

O plástico do banner que o balão carregava obstruiu os três tubos de pitot (sensores de pressão que possibilitam o funcionamento do velocímetro) e um TAT sensor (que mede a temperatura do ar). Isso causou a degradação dos sistemas automáticos de voo.

Foto – Força Aérea Brasileira

De acordo com o Chefe do CENIPA, Brigadeiro do Ar Frederico Alberto Marcondes Felipe, essa falha levou a uma situação de emergência. “Se a tripulação não estivesse treinada e se houvesse outras condições meteorológicas envolvidas, o desfecho da história poderia ter sido outro”, alerta o Oficial-General.

Incidentes aeronáuticos – As colisões que envolvem balões e aeronaves recebem a classificação de incidente grave e são investigadas pelo CENIPA, assim como as colisões com aves. Os avistamentos não são tratados como ocorrências, mas como informações que permitem o mapeamento das localidades de maior risco.

O Relatório Final do CENIPA enfatiza: “soltar balões não dirigíveis de qualquer tipo, tanto frio quanto quentes, tornou-se incompatível com a utilização segura do espaço aéreo”.

 

Via – Força Aérea Brasileira

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