A Infraero divulgou nesta última sexta-feira (24/03), no Diário Oficial da União, o Relatório da Anual 2016 com os principais destaques operacionais e financeiros da empresa relativos ao ano passado.

Em 2016, a Infraero registrou prejuízo líquido (após os investimentos) de R$ 751,7 milhões, o que representa melhoria de mais de 2,3 bilhões em relação ao apurado em 2015, que foi de R$ 3 bilhões negativos. Esse resultado demonstra o compromisso e empenho da empresa em otimizar a gestão e melhorar os resultados em direção a uma empresa sustentável e independente financeiramente.

No ano passado, as receitas operacionais arrecadadas pela empresa foram de R$ 2,9 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhão de receitas aeroportuárias (tarifas de embarque, conexão, pouso, permanência e navegação aérea) e R$ 1,2 bilhão de receitas comerciais (concessão de áreas, terminais de carga e exploração de serviços), o que representa um aumento de 8,4% em relação ao faturado em 2015.

As receitas comerciais apresentaram aumento de 3,6%, com destaque para as receitas de concessão de áreas, que atingiram o montante de R$ 950 milhões. Esse número é resultado do plano de recuperação estabelecido pela Infraero, que prevê o aumento da participação das receitas comerciais, além de uma ampla mudança nos conceitos e parâmetros, sempre sustentados na Lei nº 13.303, tornando a empresa competitiva no mercado. As receitas aeroportuárias apresentaram crescimento de 12%, apesar da queda de 6,7% na demanda de passageiros e de 12,9% em aeronaves.

As despesas operacionais somaram R$ 3,07 bilhões, aumento de 4,3% de aumento em relação a 2015. Esse crescimento controlado foi possível devido à gestão de otimização dos custos. Destaca-se que a Infraero realizou, em 2016, o desligamento voluntário de 1.139 empregados, totalizando o montante de 2.564 empregados desde 2012, quando foram iniciadas as primeiras concessões de aeroportos. Foram investidos, até o momento R$ 679,1 milhões no Programa de Incentivo à Transferência ou à Aposentadoria (PDITA), com redução das despesas de pessoal em R$ 731,5 milhões, ou seja, os recursos aplicados já foram integralmente recuperados.

“No ano passado, o cenário nacional era de incertezas, o que abalou fortemente a economia do país. A Infraero, contudo, estava empenhada na busca pela sua sustentabilidade, sendo que quatro de seus aeroportos – Salvador, Porto Alegre, Fortaleza e Florianópolis – foram incluídos na nova rodada de concessões do Governo Federal.

Nesse contexto, tínhamos o grande desafio de reestruturar a empresa, buscando independência financeira para arcar com a folha de pagamento, investimentos e manutenção dos aeroportos sob nossa administração”, destacou o presidente da Infraero, Antônio Claret de Oliveira, que acrescentou: “Mesmo diante das dificuldades, não paramos de investir em ampliação e reforma dos aeroportos”.

Em 2016, a Infraero investiu R$ 1,29 bilhão em melhorias nos aeroportos sob sua administração e no aporte de capital das Sociedades de Propósito Específico – SPEs concessionárias dos aeroportos de Brasília, Campinas, Confins, Galeão e Guarulhos. Entre os principais empreendimentos concluídos estão:

      – Obra de construção do novo terminal de passageiros do Aeroporto de Goiânia (GO);

      – Reforma e ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto de Curitiba (PR);

      – Instalação de pontes de embarque no Aeroporto Internacional de Maceió (AL);

      – Ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto de São Luis (MA);

      – Restauração da pista de pouso e decolagem do Aeroporto de Rio Branco (AC);

      – Reforma do terminal de passageiros do Aeroporto de Santarém (PA).

      Para 2017, o objetivo da empresa continua focada em seu processo de reestruturação. Com todas as medidas já em andamento, projeta-se que a Infraero será uma empresa financeiramente sustentável, voltando a apresentar resultado operacional positivo. “Estamos conscientes da necessidade imperiosa de reestruturar a empresa, compatibilizando seu custo e redistribuindo atividades importantes para podermos enfrentar o desafio de disputarmos o novo mercado de infraestrutura aeroportuária, serviços e soluções”, destacou Claret.

 

Via – Infraero

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