Em 2016 a Iran Air encomendou 80 aeronaves da Boeing, em um contrato com valor total de US$ 16,6 bilhões, essa seria uma boa receita para a fabricante americana, uma das mais tradicionais do setor, porém as entregas não serão realizadas.

Isso é porque a Boeing precisará seguir um posicionamento do próprio país, onde tem que suspender qualquer venda de aviões com tecnologia americana para o Irã.

Ao mesmo tempo a Boeing precisará lamentar os milhares de empregos que uma encomenda desse tipo garantiria nos Estados Unidos, mas a prioridade do presidente Donald Trump é forças o Irã assinar um acordo sobre o programa nuclear iraniano, assim como fez com a Coreia do Norte, restringindo bastante o comércio.

A Boeing chegou a divulgar que 30 aviões do modelo 737 MAX seriam fabricados entre 2022 a 2024 para a Aseman Airlines, uma companhia aérea do Irã.

A Airbus em conjunto com a ATR já entregou algumas aeronaves novas para o Irã, mas com a volta das sanções ao país a fabricante também será forçada a suspender as entregas, devido aos componentes com tecnologia derivada de empresas dos EUA.

A frota de aviões no Irã consiste em cerca de 140 aeronaves e é reconhecida como uma das frotas mais antigas do mundo, com presença de aeronaves históricas até pouco tempo como o 747-100, 747-SP e 727. Estima-se que o país precisará de cerca de 400 aeronaves wide-body e 100 narrow-body para atender a demanda do país, ao todo o Irã planeja investir até 50 bilhões de dólares na renovação de toda a frota, isso se conseguir.

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