O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, recebeu, nesta quarta-feira (08/02), a visita do Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, no Núcleo do Centro de Operações Espaciais (NUCOPE), que em breve vai se tornar o Centro de Operações Espaciais (COPE), em Brasília. A organização militar da Força Aérea Brasileira (FAB) será responsável pela operação e monitoramento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC).

Estavam presentes o secretário-executivo do MCTIC, Elton Zacarias, o secretário de Política de Informática, Maximiliano Martinhão, o secretário de Telecomunicações, André Borges, o presidente da Telebras, Antonio Loss, e o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Raimundo Coelho.

Em um briefing realizado no NUCOPE, o ministro, acompanhado do Comandante da Aeronáutica, recebeu explicações sobre as capacidades e cenários de emprego do satélite, que tem previsão de lançamento para o dia 21 de março, a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do foguete Ariane-5.

“O Brasil ganha com a qualidade da prestação do seu serviço. Ganha eficiência no sistema de segurança nacional”, destaca o ministro Kassab sobre os ganhos para o País.

Foto – Força Aérea Brasileira

O centro é a principal unidade de controle das atividades desenvolvidas pelo equipamento, que será monitorado 24 horas por dia. O satélite brasileiro vai garantir a segurança das comunicações de defesa das Forças Armadas brasileiras e o fornecimento de internet banda larga para todo o território nacional, especialmente para as áreas remotas do país.

Além dessa unidade principal, há outro centro de operações no Rio de Janeiro (RJ), que serve como backup, caso haja dificuldades operacionais da unidade da capital federal. No fim de janeiro, a Força Aérea Brasileira (FAB) está cedendo uma área total de quase 70 mil m² nas cidades de Brasília (DF), Salvador (BA) e Florianópolis (SC) para instalações de apoio ao satélite.

Posicionado a uma distância de 35786 quilômetros da superfície da Terra, o SGDC vai proporcionar três tipos de coberturas e terá uso dual (militar e civil). O satélite, adquirido pela Telebras, terá uma banda KA, que será utilizada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL); e uma banda X, de uso exclusivo das Forças Armadas, para prover a soberania em telecomunicações seguras para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS).

O projeto é uma parceria entre os Ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e envolve investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões.

 

Via – Força Aérea Brasileira

 

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