A LATAM Airlines Brasil anunciou hoje uma nova certificação para operar em RNP-AR (do inglês, Performance de Navegação Requerida) nos aeroportos de Joinville, Londrina e Navegantes.

A tecnologia, orientada via satélite, otimiza os procedimentos de aproximação e aumenta a probabilidade de pouso durante as mais baixas condições de visibilidade. Com a novidade, a companhia espera operar com ainda mais precisão nestes aeroportos, mantendo os mais altos níveis de segurança, mesmo em condições meteorológicas adversas, minimizando em cerca de 10% os atrasos e cancelamentos dos voos para tais localidades.

“Estes três aeroportos juntos passam aproximadamente 540 horas ao ano com condições meteorológicas desfavoráveis e baixa visibilidade para a aproximação no pouso das aeronaves. Com esta certificação, estimamos uma diminuição de contingências operacionais de natureza meteorológica, como voos alternados para outros terminais ou até aviões retidos na origem”, afirma o Diretor Sênior de Operações e Treinamento da LATAM Airlines, Harley C. Meneses.

O novo procedimento também foi autorizado para pousos da companhia nos aeroportos de São Paulo (Guarulhos e Congonhas), Campinas e Rio de Janeiro/Galeão.

“Apesar de tais aeroportos já possuírem outros procedimentos de aproximação em condições meteorológicas desfavoráveis, a autorização para utilizar o RNP-AR trará mais eficiência para a companhia na operação nestes locais, com economia de combustível e, consequentemente, redução da emissão de poluentes ao meio ambiente”, complementa Harley.

A certificação, a princípio, foi realizada para as aeronaves A319 da companhia, mas a empresa já possui solicitação junto ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) para estender a liberação às suas aeronaves A320.

O procedimento RNP-AR permite uma aproximação mais direta ao aeroporto, através de uma trajetória calculada por um sistema de GPS e GLONASS, sem depender de sinais em solo para guiar a aeronave, a precisão também ajuda à evitar desvios de rota por conta de mau tempo, já que permite mínimos de 300 pés, ante 1500 pés com tecnologias tradicionais para navegação IFR. Além de evitar cancelamentos, o RNP-AR também encurta a rota de voo e permite uma descida mais linear da altitude de cruzeiro até o destino, ajudando dessa forma na economia de combustível, é possível economizar cerca de 5% por voo com o RNP.

 

Voo inaugural

Para estrear a nova certificação, a companhia realizará amanhã (09/11) o voo Congonhas/Joinville já com o novo procedimento. O momento será acompanhado pelo Brigadeiro do Ar Luiz Ricardo Souza Nascimento, chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), representando o Comando da Aeronáutica.

“O RNP-AR se baseia no uso de tecnologia satelital de alta precisão embarcada nas aeronaves e oferece ganhos significativos para os voos no que tange à acessibilidade aos aeroportos e à eficiência das aproximações, inclusive para o Meio Ambiente. Há de se destacar, do mesmo modo, que por usar satélites, o procedimento dispensa a aquisição de infraestrutura ou equipamentos de auxílio no solo. Dessa forma, não ficamos dependentes de novas instalações nos aeroportos, o que reduz os custos não só de aquisição como também de manutenção”, destaca o Brigadeiro.

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