Durante o IBAS – International Brazil Air Show, acontecerão diversos seminários buscando incentivar o debate sobre o desenvolvimento de segmentos do setor aéreo, dentre eles está o Aerospace Day, realizado em parceria com o Parque Tecnológico São José dos Campos.

O seminário busca mostrar o potencial da indústria aeroespacial no Brasil e as oportunidades do mercado brasileiro para este segmento. Entre os temas abordados estarão questões referentes aos atores principais do mercado aeroespacial brasileiro, as oportunidades de negócios no país, inovação no mercado e diretrizes para fornecedores, entre outros.

O Diretor de Desenvolvimento Negócios do Parque Tecnológico São José dos Campos, Marcelo Sáfadi, estará presente no painel sobre oportunidades de negócios no Brasil, e realizou uma entrevista exclusiva sobre as expectativas para o evento e para o mercado aeroespacial, veja a seguir.

1 – Qual a importância de realizar um seminário completamente voltado ao setor aeroespacial em um evento do porte do IBAS?

O Parque Tecnológico São José dos Campos concentra o cluster aeroespacial e defesa de forma que a construção de um seminário específico considerando a magnitude do IBAS poderá trazer aos empresários brasileiros a oportunidade, em nossos país, de demonstrar para o mundo aeronáutico as nossas potencialidades e com isto, estreitar o caminho para que nossas empresas ampliem, por exemplo: nosso volume de exportações.

2 – Quais são as expectativas para o setor nos próximos anos?

O setor aeronáutico mundial e o Brasil em especial vinham apresentando crescimento importante. No caso do Brasil, com a Embraer havia o E2 e o KC 390 e no âmbito geral o programa F-X2 e que juntos somam aproximadamente R$ 11 bilhões. No entanto o panorama atual mundial está dando sinais de enfraquecimento, ou seja, o setor vai parar de crescer por um período a partir de 2017 devido ao cenário econômico mundial. O grande desafio das empresas do setor, no entanto, ainda passa pelo aumento da competitividade para que possam não só atender à Embraer, mas também aproveitar as oportunidades para evoluir tecnologicamente, diversificar a produção e, assim, atingir o mercado externo.

3 – Quais iniciativas latino-americanas podem destacar a região das demais?

O Brasil tem uma indústria aeronáutica bem consolidada, porém precisa avançar de forma importante com a sua cadeia de fornecedores. Existem investimentos importantes da APEX, ABDI e Parque Tecnológico São José dos Campos para capacitar as empresas e levá-las ao conhecimento do mercado externo para que consigam apresentar seus produtos e consequentemente ampliarmos nossa base exportadora. É necessário avançarmos nas relações comerciais entre os países, formação de mão de obra especializada e flexibilização das leis trabalhistas para nos tornarmos mais competitivos.

4 – Como o Brasil pode incentivar o desenvolvimento no setor aeroespacial?

Não há nada melhor do que as encomendas governamentais. Os países desenvolvidos que possuem uma base industrial aeronáutica forte continuamente promovem as encomendas, seja para atender as questões de defesa, seja atender o setor comercial e executivo. No caso do setor de defesa, o investimento dual é de extrema importância, por este permite que as tecnologias aplicadas em seu desenvolvimento sejam transbordadas para o setor comercial e executivo, reduzindo com isso os custos com investimentos em novos programas, tornando a aeronave mais barata e competitiva no mercado global. Em sequência às encomendas é sempre importante a aplicação correta de fundos na área de P&D, seja por meio de subvenção econômica, financiamentos reembolsáveis ou fundos setoriais.

 

Via – IBAS

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