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Militares da FAB criam processo de automação de banco de provas de motores

Foto - FAB/Divulgação

Superação, esforço, dedicação. Essas são as palavras que definem a trajetória do Sargento David Rodrigo Gonçalves Ribeiro, há 11 anos, Mecânico de Aeronaves do Banco de Provas de Motores do Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP). Com experiência civil na indústria de automação, o militar não parou no tempo. Realizou, por conta própria, a formação complementar de duas faculdades em Tecnologia de Automação Industrial, no Instituto Federal de Tecnologia de São Paulo (IFSP); e Engenharia Elétrica, na Faculdade de Engenharia de São Paulo (FESP). Conseguiu reunir o empenho dos estudos com o trabalho na FAB por meio de sua dissertação de mestrado, na qual propôs a automação do Banco de Provas de Motores do PAMA-SP.

A ideia foi fruto da observação diária da necessidade de um estudo na área de manutenção. “O processo de operação do banco de provas de motores, com instrumentação ainda analógica, levava longo tempo de verificação e leitura dos parâmetros. Além disso, o procedimento manual exigia alto consumo de combustível”, explica o Sargento Ribeiro. Por isso, a proposta do pesquisador foi desenvolver um sistema capaz de automatizar os parâmetros de teste e a coleta de dados do motor J-85, da aeronave de caça F-5.

Foto – FAB/Divulgação

Custo-Benefício

O Chefe da Subdivisão de Motores do PAMA-SP, Major Engenheiro Mecânico Joel Pereira de Alencar, avaliou o que a iniciativa vai proporcionar para o setor. “Haverá a otimização na produtividade, diminuindo o tempo dos testes, além de possibilitar expressiva economia de combustível, o que significa diminuição de custos na manutenção. A automação do teste permitirá uma redução em torno de 35% no consumo de combustível, o que representará, anualmente, 100 mil litros de querosene e uma economia de aproximadamente R$ 450 mil. Além disso, incrementará a capacidade de produção desses motores em 30%, num aumento da precisão e na redução de 35% das emissões de gases”, conclui.

Reestruturação

A busca da otimização operacional no ambiente de trabalho faz parte de um projeto maior que envolve a reestruturação do PAMA-SP. “Na reestruturação da FAB, foi determinado que o Parque de São Paulo fosse a unidade central de todos os motores da Força Aérea”, especifica o Major Joel. A ideia é que o PAMA-SP passe a atender também, de forma automatizada, a diferentes tipos de motores: turbo-hélice (aplicado em aeronaves de asa fixa), turbo-eixo (utilizado em helicópteros), e turbo-jato e turbofan (J-85, utilizado no F-5).

Foto – FAB/Divulgação

Novas aplicações

O projeto do Sargento Ribeiro também permitiu a abertura de horizontes para muitas outras aplicações, como o desenvolvimento de um equipamento portátil para os testes de motores. Segundo avalia o Major Joel, “a mobilidade de levar o teste para perto do avião melhora a confiabilidade do trabalho. Evitar tirar o motor da aeronave significa diminuir possíveis acidentes aéreos por falha de motor”, explica. A realização desse trabalho faz com que a FAB deixe de ser apenas usuária de Equipamentos de Apoio de Solo (EAS) e de testes, passando a ser capaz de criar seus próprios equipamentos.

Reconhecimento internacional

O projeto desenvolvido no banco de provas da FAB resultou em visibilidade externa. Foi fruto de trabalho científico internacional, apresentado no Aviation Forum 2017 nos EUA – evento referência para a pesquisa e inovação no mundo que reúne pesquisadores da NASA e representantes da indústria mundial, como Boeing, Lockheed Martin e Airbus.

 

Via – Força Aérea Brasileira

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Redação Aeroflap

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