Depois de montar uma operação de combate ao tráfico de drogas em conjunto com a Colômbia e o Peru, a Força Aérea Brasileira agora está empenhada no combate interno ao tráfico de drogas, agindo diretamente nos grandes transportes que passam pela fronteira em aeronaves de pequeno porte.

E na última quarta-feira o atual Ministro da Defesa, Raul Jungmann, ressaltou ainda mais a importância dessa operação realizada pela FAB atualmente, de acordo com ele o contingente colocado na fronteira forma a maior operação da Força Aérea desde a Segunda Guerra Mundial, só na fronteira da Bolívia e Paraguai a FAB mantém 800 homens em estado de atenção por 24 horas, além de 30 aeronaves capazes de fazer operações de reconhecimento aéreo via radar (E99) e ataque ar-terra ou ar-ar (A29).

“Nós não admitimos criminosos que queiram trazer drogas e armas às famílias brasileiras. Se não obedecer as ordens da defesa aérea, vai levar tiro de detenção”, disse Raul Jungmann. “A nossa determinação é de que o criminoso identificado cumpra as ordens e aterrisse. Se não, nós não vamos vacilar e vamos disparar o tiro de detenção”.

Foto – FAB

A missão da FAB para combater o tráfico de drogas está dando resultados, o número de voos desconhecidos caiu 80% desde que a Operação Ostium foi iniciada, em março deste ano. No final de junho o destaque foi para a interceptação de uma aeronave clandestina, que carregava 500 kg de cocaína.

Além de mais aeronaves operando ativamente na fronteira, o governo também está reforçando a cobertura por radar em zonas críticas, que vão desde o Rio Grande do Sul (RS) até o Amapá (AP), porém com atenção especial para os países problemáticos, como a Bolívia, Colômbia, Paraguai e Peru.

 

Veja abaixo a reportagem da Globo, exibida no Fantástico, que mostra uma aeronave da FAB abatendo uma aeronave clandestina:

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