O ministro da Defesa, Raul Jungmann, defendeu, na última terça-feira (30), que grupos estrangeiros participem do projeto do KC 390. A manifestação foi feita durante audiências ao CEO da empresa sueca SAAB, Hakan Buskhe, e o vice-presidente da norte-americana Rockwell Collins, Alan Prowse. Jungmann participou da abertura do Fórum de Investimento Brasil 2017, num hotel em São Paulo.

“A Embraer vem me convidando para voar no KC 390 e eu estou pensando em convidá-los para voarem comigo”, disse o ministro aos dois executivos em reuniões que ocorreram em separado.

Nesta quarta-feira (31), Jungmann participa de painel no âmbito do fórum, que conta com mais de 260 empresários inscritos, dentre brasileiros e estrangeiros. Por isso, Jungmann explicou, nas duas audiências, que o governo federal vem buscando estruturar a legislação que permita os investimentos de conglomerados estrangeiros.

Para o ministro, o incremento do cargueiro KC 390 será de suma importância. Na conversa com o executivo da SAAB, explicou que o Brasil vem desenvolvendo parceria no caça Gripen e deseja que a empresa sueca também entre no programa do avião de carga. Jungmann informou também que busca outros parceiros na Colômbia e na Índia.

Numa outra frente, o ministro também quer abrir espaço para alavancar o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Segundo o ministro, o local oferece as melhores condições para a colocação em órbita de satélites de pequenos portes.

 

Parceria com a Saab

Seguidamente a Embraer confirmou uma parceria com a Saab para o projeto do KC-390. A entrada da Saab no consórcio de desenvolvimento do KC-390 é uma oportunidade chave de atender às demandas da Forças Armadas do governo da Suécia, que solicitou uma nova versão do KC-390, assim como o Brasil solicitou uma versão com alterações do Gripen E.

KC-390 realizando REVO com um caça F-5 da FAB. Foto – FAB/Embraer

A Suécia foca na capacidade do KC-390 de fazer reabastecimento aéreo (REVO), bem como pousar e decolar de pistas sem nenhum tipo de preparação. Enquanto a primeira função já estará operacional para a Força Aérea Brasileira a partir da entrega da primeira aeronave, nos primeiros meses de 2018, pousar em pistas despreparadas só será possível com a certificação operacional final do KC-390, que será recebida no final de 2018.

O programa foi inicialmente atrasado em 18 meses por restrições orçamentárias do Brasil, porém a Embraer está mostrando ultimamente que o desenvolvimento do KC-390 está seguindo o cronograma planejado pós-atraso. A preocupação da Suécia é receber o KC-390 com atraso, apesar de demonstrar interesse na aeronave devido a sua modernidade.

 

Nota do Editor

Atualmente é loucura fazer uma aeronave sem ajuda de outros países, o know-how de diversas empresas ajudam no andamento de um projeto além de oferecer a melhor tecnologia disponível para o produto, visto que empresas como GE, IAE, Rockwell, Honeywell, Thales, e a própria ELEB trabalham sempre para inovar e oferecer o melhor ao seu cliente. Até a Rússia abandonou a ideia de desenvolver sozinha uma aeronave do zero.

 

Via – Ministério da Defesa

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