Olha essa tecnologia que a NASA desenvolveu, enquanto vemos também a Terra embaixo. Ela criou um painel solar retrátil e dobrável. Isso mesmo, e ele já foi testado na Estação Espacial Internacional.

Os painéis solares são uma maneira eficiente de alimentar satélites, mas são delicados e grandes, e devem ser desdobrados quando um satélite chega em órbita. O Roll-Out Solar Array (ROSA) é um novo tipo de painel solar que desdobra facilmente no espaço, com destaque por ser mais compacto que os modelos de painel solar rígido, utilizados atualmente.



A tecnologia é também 20% mais leve e ocupa 400% menos espaço do que as outras.

Foto – NASA

A sua ajuda na Terra pode ser enorme. Você já pensou em chegar em algum lugar e simplesmente tirar um painel solar da mochila e desenrolar ele? Essa é a tecnologia espacial ajudando no desenvolvimento de toda a população.

Agora a NASA planeja testar na ISS esse painel solar por 7 dias, com ajuda do braço robótico. Durante o período os astronautas testarão a potência máxima da energia produzida pelo painel e também se a retração do mesmo gera algum defeito, bem como o ambiente de microgravidade e temperaturas extremas.

Foto – NASA

Os testes irão monitorar a matriz implantada em pleno sol e sombra completa, para coletar dados sobre o quanto ela (a matriz) vibra ao passar da sombra para a luz. Essa vibração, conhecida como pressão térmica, pode apresentar desafios nos satélites operacionais com funções sensíveis, visto que isso gera torque por torção, e espaço todos sabem, uma mínima força é capaz de mexer na órbita de um satélite, os pesquisadores querem aprender a evitar isso com o ROSA.

“Esta estrutura é muito fina, com apenas alguns milímetros de espessura, e aquece muito rapidamente, dezenas de graus em alguns segundos”, disse Jeremy Banik, engenheiro sênior de pesquisa no Laboratório de Pesquisa da Força Aérea Americana.

 

Uso em Satélites

Com menor espaço ocupado e menor peso, o novo painel solar abre espaço para um aumento considerável na largura de banda de transmissão do satélite, agora é possível utilizar o espaço extra para colocar mais antenas e aumentar o hardware do equipamento, suportando assim maior taxa de transmissão sem precisar aumentar o tamanho do satélite.