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No passado, serviço de bordo nos aviões era exceção e comissários não existiam

Viajar para Paris com a Air France saindo de São Paulo ou do Rio de Janeiro é uma experiência memorável. A qualidade do serviço e da gastronomia é reconhecida mundialmente. Logo após o embarque, os passageiros são recepcionados com champanhe pelos comissários de bordo, no melhor estilo francês, em todas as classes. Mas antigamente o serviço de bordo era exceção, e não regra, e nem a profissão de comissário existia.

As primeiras equipes de bordo
A maioria dos voos, no começo da aviação, eram curtos, portanto, equipe de bordo não era considerada essencial nesses casos. Na rota Paris-Londres, por exemplo, havia somente cinco bartenders a bordo, vestidos com jaquetas vermelhas, colarinho alto e gravata borboleta. Um luxo só!

O mais importante a se considerar é que, na época, com aviões estreitos e de baixa potência, cada quilo conta, então os primeiros contratados pela Air France eram desembarcados antes mesmo da decolagem caso a aeronave estivesse com muito peso.

H™tesses Air France
Melles Chamouraux et De La Chapelle

O básico do serviço francês
A equipe peso-pena, onde cada um podia pesar no máximo 60kg pelo regulamento, tinha sido treinada em hotéis de luxo ou navios transatlânticos de passageiros. Por conta disso, eles estabeleceram as bases do serviço de bordo francês na Air France, conhecido por ser de alto padrão. Suas tarefas consistiam tanto em prestar um serviço digno dos mais finos estabelecimentos quanto zelar pela segurança dos passageiros.

Ao distribuir sanduíches e bebidas e fazer comentários sobre as paisagens que podiam ser vistas pela janela, esses bartenders também ofereciam entretenimento para os passageiros, que poderiam se sentir intimidados pelas condições de voo dos anos 1930. Em baixas altitudes, a turbulência era frequente, os aviões eram mal aquecidos e pousos improvisados no meio de campos não eram incomuns.

 

A primeira aeromoça – 1946


Antes da Segunda Guerra Mundial, a função ainda não tinha sido formalizada. A Air France tinha somente cerca de 30 aeromoças, em uniformes adaptados daqueles dos trens noturnos. Houve uma mudança nesse cenário pós-guerra, já que ela trouxe um progresso técnico significativo para a aviação.

Motores mais poderosos tornaram possíveis voos de longa duração, como a premiadíssima rota Paris-Nova York, que durava aproximadamente 24 horas! Já imaginou? O serviço de bordo precisava se profissionalizar, especialmente porque o aumento do tráfego aumentou a concorrência entre as companhias aéreas. A Air France contratou sua primeira aeromoça, de fato, em 1946.

 

Cada um no seu quadrado
Aeromoças e comissárias de bordo tinham uniformes para identificá-las entre os passageiros. Suas funções se complementavam. Aeromoça tinha o papel de “dona de casa” e as comissárias deviam preparar as refeições na “cozinha” do avião e manter a limpeza da cabine.

A reputação elevada de excelência da Air France se deve, em grande parte, à sua equipe de bordo, cujos números continuaram a crescer. Eram apenas 30 pessoas em 1945, 728 em 1959 e 1.800 em 1971, acompanhando a capacidade dos aviões, que também aumentou de 64 passageiros em um Douglas DC4, em 1946, para quase 500 em um Boeing 747, em 1970.

 

A imagem da Air France


Com os jatos jumbo, a profissão se tornou padronizada. Aeromoças e comissárias de bordo começaram a ter papéis muito similares em times maiores, com até 16 pessoas em um Boeing 747, por exemplo. A profissão de chefe de cabine surgiu para supervisionar a equipe em aeronaves de alta capacidade, como o próprio 747 ou o Airbus A300.

A renomada “Qualidade Air France” não sofreu com isso, pois era fundada em elegância, que sempre foi destacada pelos uniformes criados por estilistas reconhecidos. Hoje há aproximadamente treze mil comissários na Air France, que acabam também atuando como embaixadores da companhia.

 

Fotos – Air France/Divulgação

Via – Air France

 

Veja esse vídeo abaixo com imagens históricas de comissários de bordo:

Via – Air France

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Redação Aeroflap

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