John Rodgerson é o novo presidente da Azul S.A., a famosa companhia Azul com seus voos regionais, e ele aproveitou o início da nova caminhada para mostrar algumas de suas perspectivas sobre a empresa em entrevista à Época.

O ponto mais polêmico da Azul é a criação da Azul Uruguai, uma companhia com base em Montevidéu, e Rodgerson aproveitou para dizer que isso está nos planos da companhia, mas precisa de um melhor planejamento para sair. “Seria possível sair este ano, mas precisa ser muito planejado”, disse ele.

Em meio à descaracterização do serviço de bordo aqui no Brasil, John afirmou que a Azul não planeja retirar o serviço de comida a bordo, e acordo com ele “não há cortes em segurança e produto na Azul”, para ele essa é uma medida de valorizar a postura da empresa perante o cliente, enquanto as outras companhias não oferecem tanto conforto.

Mas nem por isso a Azul está deixando de ter perspectiva de baratear as suas passagens, Rodgerson afirmou que que A320neo permite diminuir o preço na ligação de algumas capitais com Viracopos, assim é possível a Azul reduzir ainda mais o preço do regional, apesar de manter as mesmas aeronaves pelo menos até a chegada do E-Jet E2.

Enquanto isso o presidente da companhia afirmou que o A320neo tem custo por assento até 29% menor em comparação com o A320ceo, enquanto o Embraer E195 E2 vai fornecer um preço ainda menor nos voos regionais, diminuindo a tarifa média da companhia sem alterar os serviços da companhia.

Embraer E195 E2 nas cores da Azul.

Mas a Azul não alterará a sua frota, nem retirará aviões regionais, de acordo com Rodgerson, o A320neo ajuda na ligação das capitais com o hub, aumentando o número de assentos disponíveis e barateando o custo geral, enquanto isso as aeronaves da Embraer e os ATR ficarão em rotas de menor demanda ou curta distância. O primeiro E195 E2 da Azul está previsto para ser entregue só em 2019.

E outro ponto, não há qualquer expectativa da Azul de se expandir na famosa ponte-aérea, atualmente a rota mais rentável do Brasil para as companhias, ligando Rio de Janeiro com São Paulo através dos Aeroportos de Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP).

Ele ainda indicou que o voo de Recife para Orlando pode virar diário se houver demanda, e além disso a Azul pode fazer voos de Recife para Lisboa, hub da TAP, a principal parceira da Azul na Europa. Para Rodgerson, não há sentido em fazer voos regionais no Brasil e obrigar o passageiro ir para São Paulo, sendo que o mesmo mora fora do centro-sul do país.

Para finalizar ele garantiu que David Neeleman está no comando da Azul Linhas Aéreas, enquanto ele fica no comando da Azul S.A, uma holding criada para abrigar todas as empresas da Azul, mas Neeleman é presidente do Conselho de Administração da Holding.

 

Veja a entrevista na íntegra Clicando Aqui.

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