De acordo com o NTSB, a causa do incidente com um Boeing 777-200 da United em um voo à Honolulu em fevereiro, foi a separação de uma pá do Fan Frontal do motor, conhecida também como “Blade” em inglês.

Essa causa foi divulgada em um relatório preliminar do incidente emitido no dia 5 de março pelo Conselho Nacional de Segurança de Transportes dos EUA (NTSB).



No incidente o motor direito do Boeing 777-200 perdeu a sua carenagem e a parte frontal durante o voo, os pilotos fizeram o procedimento de desligar o motor e voar somente com um propulsor, e por um período de tempo sob a norma ETOPS, até pousarem 40 minutos depois em Honolulu.

De acordo com os investigadores, a “pá” em alta velocidade de rotação atingiu a carenagem do motor, causando a ruptura completa da parte frontal, e além disso destruiu outras “pás” do Fan Frontal.

Os pilotos também receberam no cockpit um aviso sobre “problema no compressor do motor”, uma parte do motor que fica atrás do Fan Frontal, antes da câmara de combustão. Os investigadores do NTSB não informaram se o problema nos compressores foi devido a um subsistema em falha, pelos danos externos, ou se fragmentos da pá solta realmente afetaram estruturalmente o conjunto.

De acordo com o órgão, o procedimento dos pilotos foi correto no incidente. Tanto a P&W como a United evitaram comentar sobre o relatório, dizendo que a investigação ainda está ocorrendo.

O Boeing 777-200 envolvido tem a matrícula N773UA e foi fabricado em 1996, ele é equipado com dois motores Pratt & Whitney PW4077. A aeronave está longe do seu limite de uso, com somente 16221 ciclos de voo.