O desenvolvimento da maior e mais moderna aeronave brasileira, o cargueiro KC-390, é mais um exemplo de sucesso da parceria entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Embraer. O coordenador do projeto na empresa brasileira fabricante de aeronaves, Paulo Gastão Silva, avalia o resultado tecnológico alcançado com a aeronave.

“Esse avião realmente é o último estado da arte da tecnologia. Do lado da Força Aérea, o KC vai permitir atingir aquela grande mobilidade estabelecida na Estratégia Nacional de Defesa, mobilidade das tropas brasileiras. Do ponto de visa da Embraer, um ganho tecnológico importante”, explica. Segundo ele, além de assegurar à FAB o cumprimento de todas as suas missões, ao mesmo tempo prepara melhor a Embraer para os próximos programas que virão pela frente.

E ele destaca o grande interesse que o KC-390 tem despertado no mercado mundial. “Cerca de 80 países compõem o mercado que chamamos de ‘mercado endereçável’, de modo que o potencial de exportação pela próxima duas décadas é muito interessante para o Brasil”.

O contrato de desenvolvimento começou em 2009, e está agora em sua quarta fase, que envolve testes de certificação da aeronave. O programa, que é do governo brasileiro, investiu mais de R$ 4 bilhões na fase de desenvolvimento, diz o coordenador.

Ele também ressalta os empregos gerados. A fase de desenvolvimento gerou 1,5 mil empregos diretos de alta qualificação somente na Embraer. E cerca de cinco vezes essa quantidade na cadeia de fornecimento. Quando a produção seriada estiver estabilizada, ele prevê outros 1,1 mil empregos diretos com consequente geração de cinco vezes esse total na cadeia de fornecimento.

Para o piloto de ensaios da Embraer, comandante Jordão, o cargueiro representa um “orgulho enorme” para o Brasil. “Realmente esse programa dá um update na Embraer, um novo degrau a ser atingido, não só na aviônica, mas no trabalho cruzado entre o que espera que ela faça na vida real e o que a tecnologia está nos dando. Estamos tendo grandes experiências. Realmente é um marco para a indústria brasileira”.

 

 

Via – Blog do Planalto

COMPARTILHAR