A Estação Espacial Internacional (ISS) é o objeto mais moderno feito pelo homem que está no espaço, com uma estrutura gigantesca o local abriga cápsulas, experimentos, computadores e claro, os astronautas. Mas mesmo com toda essa modernidade a Estação Espacial ainda precisava de uma ajuda da Terra no processamento de dados de grande escala, mas isso vamos explicar melhor abaixo.

A ISS está em um local complicado, na Terra a atmosfera, juntamente com o campo eletromagnético, ajuda a desfazer boa parte dos efeitos da radiação emitida pelo Sol, e também a que viaja no espaço, sem uma densa proteção ao seu redor a ISS fica submetida aos efeitos da radiação. Por isso não é qualquer computador que é habilitado para ser usado no local, ele precisa ser protegido ou não funcionará corretamente, morrendo com poucos meses de vida.

Anteriormente a NASA recorria ao jeitinho, os dados eram enviados para a Terra e então processados pela agência americana, porém há uma limitação tecnológica nesse processo, a comunicação de dados da Estação Espacial é feita através de satélites geoestacionários, visto que a grande velocidade na nave não permite diretamente uma conexão contínua com uma antena na Terra.

O satélite geoestacionário por sua vez apresenta uma alta latência de comunicação, por causa da distância e correção de dados, mesmo assim é uma comunicação viável. Tomaremos então o exemplo de uma missão interplanetária, onde a grande distância, na base de milhões de km, aumenta drasticamente a latência do sinal e prejudica o envio rápido de informações.

Não é exatamente esse, mas é parecido.

Então assim como o módulo inflável, apelidado de BEAM, o Hewlett Packard Enterprise Spaceborne Compute é um experimento da NASA para missões futuras, como Marte e algumas Luas de Júpiter. Não que a tecnologia atual seja incapaz de processar grandes imagens ou cálculos científicos, a New Horizons está de prova com as imagens em ultra-resolução.

O novo computador da NASA roda Linux (para não travar), o hardware é todo modificado para suportar a radiação enquanto o computador está plugado, além da falta de gravidade e instabilidade energética da nave. O software (sistema operacional) foi todo modificado para receber uma rotina de proteção do equipamento, capaz de evitar danos no caso de uma tempestade de radiação solar.

A missão vai durar no total um ano, e o computador será ao mesmo tempo comparado com outro equipamento idêntico que está na Terra, para verificar a quantidade de erros e os resultados gerais dos cálculos.

Mas ontem a SpaceX lançou o supercomputador para a Estação Espacial, através de uma cápsula Dragon Cargo que estava pesando cerca de 2900 kg. A carga chegará amanhã na ISS, e então será retirada da nave pelos astronautas para ser configurada. Além do supercomputador a HP também enviou uma supercalculadora para uso dos astronautas.

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