Dos painéis da Torre de Controle nasceu a paixão do 3º Sargento Claiton Ferreira Vasconcelos Júnior pela profissão herdada do pai. Ele é filho do Suboficial Claiton Ferreira Vasconcelos, há 20 anos também controlador de tráfego aéreo da Força Aérea Brasileira. Este ano, os dois passarão o Dia dos Pais trabalhando como colegas de profissão, lado a lado, na Torre de Controle do Aeroporto de Brasília, e no Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Brasília (DTCEA-BR).

Claiton Júnior, desde cedo, nutriu a paixão e a admiração pela profissão. Vindo de uma família de gerações de controladores de tráfego aéreo, o militar, de apenas 22 anos, acompanhou a trajetória do tio, irmão de seu pai, o Suboficial Vasconcelos, hoje na reserva, que também serviu ao lado do pai na Torre de Brasília. “Ele foi responsável por incentivar o meu pai a seguir os mesmos caminhos no trabalho. Quando criança, nas reuniões de família, acompanhava as conversas de ambos sobre tráfego aéreo e não compreendia muito bem. Hoje, posso entrar na conversa e opinar sobre o assunto”, revelou.

A profissão passou a ser tradição na família. Além do tio e do pai, o marido da tia também trabalha no Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I). Claiton Júnior ainda tem um padrinho e um primo que moram em Salvador, que seguiram a mesma trajetória.

Foto – FAB

No Dia dos Pais, o filho avalia que essa é mais que uma homenagem a quem sempre o inspirou. “Cresci aprendendo a admirar e valorizar a importância da profissão de controlador de tráfego aéreo. Aos poucos, fui me espelhando em meu pai. Após realizar o Curso de Formação de Sargentos (CFS) da Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR), consegui uma boa classificação, o que me possibilitou escolher uma vaga dentro da mesma especialidade e no local de trabalho de meu pai: o DCTEA de Brasília”, explica Claiton Júnior.

Quando perguntado sobre o atrativo da profissão de controlador de tráfego aéreo, o jovem militar destaca: “A profissão de controle de tráfego aéreo não é rotineira. Enfrentamos várias intempéries, como fenômenos naturais, uma aeronave que atrasa, passageiro que passa mal. É um serviço dinâmico, que varia de acordo com a situação. Aprendi com meu pai o quão gratificante é contribuir para levar e trazer vidas em segurança”.

A aprovação do filho em concurso na especialidade simboliza a continuidade das missões que irá enfrentar ao lado do pai. “Esse era um sonho desde menino. Me sinto dando continuidade à profissão que algumas gerações da família iniciaram. É meio que um legado que estamos deixando nessa nobre missão. Como homenagem, meu pai foi quem escolheu meu nome de guerra. Ele colocou Claiton Júnior, para que todos na Torre pudessem identificar que era seu filho”, conta emocionado.

Foto – FAB

Antes de assumir o cargo de colega de trabalho do pai, atualmente, o Sargento Claiton Júnior está realizando um estágio prático operacional de aproximadamente três meses, na Torre de Controle, sendo o pai seu instrutor do Curso de Controlador de Tráfego Aéreo. “É um privilégio ter meu pai me orientando no período de estágio, contribuindo, mais uma vez, para a minha formação e para a minha habilitação. Trabalhar ao lado do meu pai será um desafio, uma cobrança interna por tudo o que ele conquistou e pelo reconhecimento que ele tem aqui. Tenho uma grande responsabilidade”, completa.

Já o pai avalia a experiência de maneira emocionada: “Para mim, é uma questão de orgulho. Eu trazia meu filho desde uns seis anos de idade para acompanhar o trabalho na Torre. Tentava explicar como funcionava as operações. Ele já gostava e tinha curiosidade. Falava muito da responsabilidade da carreira. Acabou que ele conseguiu, por mérito próprio, estar aqui ao meu lado”, finalizou.

Além da paixão e admiração de criança que tornaram o sonho de menino realidade profissional, no Dia dos Pais, a nobre missão vai ganhar um valor especial. Com um abraço forte e emocionado, o filho deixa a homenagem a quem tanto o incentivou e inspirou: “Obrigado pai, por ter acreditado em mim. E por todo o incentivo que me tornou quem sou”.

Via – Força Aérea Brasileira

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