Recentemente uma notícia, derivada de um suposto vazamento de informação, alertou que a carga espacial denominada Zuma de propriedade do Governo Americano, não teve sucesso na sua entrada em órbita.

A carga foi lançada pela SpaceX, mas fabricada pela Northrop Grumann, ninguém sabe qual tipo de carga estava no foguete, se era um satélite quase civil, uma espaçonave, um ônibus espacial. A única informação era a altitude de órbita e o tipo, uma órbita equatorial inclinada com altitude média de 2000 km.



A culpa foi retirada totalmente da SpaceX, responsável pelo lançamento, o erro se concentrou nos próprios motores da carga, responsáveis pela calibração final na inserção de órbita. Mas o governo americano não esclareceu de qual órgão era a carga, e quando indagaram a CIA, a USAF e a NASA, nenhuma confirmou a propriedade da carga espacial.

Parece ser a nova moda, mas para economizar em seus lançamentos e aproveitar melhor a verba, o governo americano está deixando de fazer o seguro para lançamentos espaciais.

Pelo risco envolvido, é comum as empresas (e governos) fazerem seguros de seus lançamentos espaciais. Caso o foguete exploda, o satélite não entre em órbita ou até mesmo deixe de funcionar antes do prazo previsto, o banco ressarce o valor pago para desenvolver o produto.

O valor do seguro varia de acordo com a confiabilidade do foguete, alguns se destacam nesse ponto, como os foguetes Soyuz e Ariane 5, quase 100% confiáveis, mas na faixa de 99%. É como um seguro de carro, se o seu veículo tem menor probabilidade de ser roubado, o seguro será mais barato. No caso do foguete quanto mais confiável é o lançador, mais barato será o seguro.

Nos últimos lançamentos o Governo Americano trocou o caro serviço da ULA pelos foguetes da SpaceX, para lançamentos em órbita baixa (LEO) isso representa uma diminuição de US$ 183 milhões para US$ 60 milhões.

O problema principal nesse caso é a confiabilidade do foguete Falcon 9. Sim, ele é um foguete confiável atualmente, mas não tem um histórico similar ao do Ariane 5, por exemplo. Logo o seguro é mais caro para esse tipo de lançador.

E de acordo com uma publicação da Bloomberg, além de economizar no lançamento, o Governo Americano também está deixando de fazer o seguro. Dessa forma se um lançamento não ocorrer como esperado, o próprio governo que paga um equipamento novo.

“A política do governo americano tem sido não pagar seguro. Quando algo vai mal, entregam a conta ao contribuinte”, disse Peter Elson, diretor de operações da equipe aeroespacial da corretora de seguros Jardine Lloyd.

Não tem nada de errado nisso, é uma opção, vários lançamentos são realizados com risco quase zero, e boa parte deles dão certo (a não ser que você lance o CBERS em um foguete chinês).

Logo a conclusão que a parte financeira espacial dos EUA chegou, é: Vários seguros são pagos, mas todos os lançamentos dão certo, se um lançamento a cada 100 der errado, mesmo assim o custo do novo equipamento compensa o dinheiro não gasto com os seguros.

 

E a conclusão que chegamos em relação a essa situação é que atualmente o voo espacial é algo mais confiável, em comparação com as décadas de 60 e 70.

Veja como foi o lançamento do satélite no vídeo abaixo: