Perto da votação na Câmara dos Deputados que pode manter o seu cargo da presidência em vigor, Michel Temer decidiu articular com seus partidos aliados (ao PMDB) para conseguir votos e assim sair de mais um pedido de destituição do seu cargo.

O principal plano comercial do governo Temer para 2018 era a privatização do Aeroporto de Congonhas, a novidade foi apresentada nos últimos meses, depois de uma intensa briga com Santos Dumont (SDU) para decidir qual desses dois aeroportos iria ser administrado primeiro pela iniciativa privada. Congonhas, hoje o 2º maior aeroporto do Brasil em número de passageiros transportados, logicamente foi escolhido.

Essa decisão de Temer pode ser uma exigência do PR, para manter seus cargos comissionados na Infraero, em troca o partido apoiará Temer na denúncia que os deputados federais votarão em plenário na próxima quarta. O Partido da República (PR) claramente negou o fato.

Congonhas seria leiloado sozinho, fora de um pacote de concessão.

O presidente também pode adiar a concessão de outros 13 aeroportos para 2019, sendo que o planejamento inicial aponta para ocorrer em 2018. Sem Congonhas, não está claro se a concessão continuará sendo em blocos, nem se a Infraero perderá sua parte de acionista nos aeroportos de Brasília, Confins, Galeão e Guarulhos.

Isso também impedirá que o governo receba pelo menos R$ 6 bilhões, dos quais 25% desse dinheiro pode ser obtido a vista, importante para o atual momento de recuperação do caixa governamental, além dos empregos gerados por uma possível obra de expansão do terminal de passageiros do local. Essa informação foi compartilhada oficialmente pela agência Reuters do Brasil.

O presidente enfrenta uma segunda denúncia criminal, apresentada pelo ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, por organização criminosa e obstrução da justiça.

COMPARTILHAR