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Pesquisa aeroespacial no Brasil sofre com falta de verbas

Foto - AEB

Prejudicada pela falta de investimentos públicos, a indústria aeroespacial brasileira precisa de mais participação do setor privado em pesquisa e desenvolvimento, afirmaram nesta sexta-feira (07/10) os participantes de audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). O debate foi realizado no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

O diretor científico da Fundação de Pesquisa de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique Cruz, afirmou que o governo investe 0,6% do PIB em ciência e tecnologia — proporção semelhante à dos padrões internacionais — enquanto as empresas só investem 0,5% da riqueza que geram. Cruz sublinhou que, em países como Estados Unidos e Canadá, o setor privado investe o dobro disso. Para o diretor da Fapesp, o desafio do Brasil é aumentar o número de pesquisadores trabalhando nas empresas, competir no cenário mundial e elevar o número de patentes.

Porém, a fabricante de aviões Embraer, sediada em São José dos Campos, pediu ajuda do governo para o desenvolvimento de produtos mais competitivos. Os executivos da empresa afirmaram que a Embraer já investe 10% de seu faturamento em pesquisa, e suas concorrentes no mundo contam com incentivos estatais.

Representantes da Força Aérea Brasileira (FAB) acrescentaram críticas à falta de verba e à carência de mão de obra para desenvolver a indústria espacial. Mas o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Leonel Perondi, declarou que o Brasil tem o sexto maior programa espacial do mundo e, com reforço nos investimentos, tem condições de buscar uma melhor posição.

No encontro com a comitiva de senadores da CCT, representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) pediram dinheiro do Orçamento federal para a compra de um novo supercomputador, no valor de R$ 100 milhões. O equipamento atualmente em uso é de 2010 e já está obsoleto. Sem esse supercomputador — argumentam os pesquisadores — o país pode ficar sem serviços essenciais do instituto, como a previsão do tempo.

O presidente da CCT, senador Lasier Martins (PDT-RS), se disse convicto de que os recursos para o supercomputador são mesmo necessários e que tentará convencer os colegas a destinar emendas parlamentares para adquiri-lo. O prazo para apresentação das emendas na CCT termina em 20 de outubro.

Ele também expressou preocupação com a PEC que congela gastos públicos (PEC 241/2016), a tramitar na Câmara, e criticou os cortes de recursos dos fundos de ciência e tecnologia.

 

Via – Agência Senado

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Redação Aeroflap

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