O Boeing 747 é uma das aeronaves mais reconhecidas. Uma razão para isso – além de sua popularidade – é a sua distintiva corcunda, uma solução inovadora para um desafio de design da época.

Em 1965, a Boeing montou uma equipe de design para trabalhar em um novo avião, que já tinha recebido o nome de Boeing 747.

Naquela época, todos estavam entusiasmados com os voos comerciais supersônicos, e que tinha todas as chances de se tornar normalidade. Por isso o medo da Boeing era que o 747 prestes se tornaria obsoleto.

A Boeing teve que fazer uma aposta em todos os sentidos. A equipe de design do Boeing 747 teve que idear uma aeronave que atendesse aos requisitos das companhias aéreas que queriam o transporte de massa de passageiros, mas, ao mesmo tempo, tivesse a capacidade de ser um cargueiro.

O avião foi projetado para passageiros e carga, então, se os passageiros deixassem de voar, o 747 ainda seria útil. Foi neste momento que nasceu a icônica corcunda. Os engenheiros decidiram transformar a frente do avião em uma porta gigante, fazendo abrir o nariz facilitaria a entrada de cargas de dimensões maiores.

Havia apenas um problema: o cockpit estava localizado exatamente no nariz. Então, foi movido para o segundo andar. O espaço extra, atrás do cockpit, foi inicialmente reservado para passageiros da primeira classe com um bar e um lounge, até a crise do petróleo de 1973.

Mapa das áreas do Boeing 747-100 da Pan Am

Ao longo dos anos, a corcunda cresceu de tamanho. Hoje, o andar superior em um Boeing 747-8 tem o mesmo comprimento de um Boeing 737-800. O Boeing 747-8 é o avião de passageiros mais comprido do mundo, bem como um dos mais reconhecidos por causa da sua corcunda e também pelo nome de Jumbo Jet ou Queen of the Skies.

Veja como eram as luxuosas viagens a bordo do Boeing 747 nos anos 70′.

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