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Pratt & Whitney continua enfrentando problemas com os motores Pure Power

Em detalhe, motor da Pratt & Whitney equipando um Airbus A320neo.

Depois de resolver os problemas físicos do motor Pratt & Whitney Pure Power, a fabricante americana continua aprimorando suas capacidades para conseguir aliar alta produção com confiabilidade técnica do seu produto, e isso tudo para não sofrer os mesmos problemas que afetaram o PW1100G, onde o motor registrou diversos problemas relacionados ao projetou ou processo de fabricação mal implementado.

Essa etapa é crítica para a Pratt & Whitney, as fracas entregas para os novos A320neo já estão prejudicando a Airbus, que relatou ter vários aviões parados no pátio de Toulouse aguardando os motores, ao mesmo tempo a Pratt & Whitney precisa oferecer um conjunto novo de motores atualizados para os 16 aviões A320neo que estão parados em solo por causa dos problemas registrados. Detalhe, atualmente só há 55 aeronaves A320neo equipadas com motores PW.

Até mesmo a LATAM Brasil está enfrentando problemas após escolher o motor PW para equipar o seu A320neo, enquanto a Avianca Brasil e Azul estão operando normalmente sua frota de aviões A320neo, visto que essas duas últimas companhias utilizam a outra opção de motor, o CFM Leap-1A.

“A situação em termos de desempenho demonstrado até agora não é satisfatória”, disse o diretor financeiro da Airbus, Harald Wilhelm. “É por isso que as melhorias foram definidas e as causas foram analisadas, os principais sobre problemas no rolamento, nas pás, na câmara de combustão, já estão definidos. Acho que você ouviu um tom bastante positivo da Pratt & Whitney a esse respeito. Isso ainda precisa ser provado em termos de testes de voo e verificando se os resultados obtidos são de acordo com o previsto. Então parece que estamos indo na direção certa, mas eu sempre sou cauteloso até que o desempenho desejado seja alcançado”, complementou ele.

Anteriormente, e já publicado aqui na Aeroflap, o diretor financeiro da Airbus culpou o atraso nas entregas do A320neo como o responsável pela grande diminuição dos lucros da empresa no primeiro trimestre desse ano. A Pratt & Whitney relatou que os atrasos cessarão ao abrir duas novas linhas de fabricação neste ano, que produzirão o triplo das peças necessárias para produzir motores da linha Pure Power, a dificuldade geral é a complexidade de produção das pás em material composto.

Mesmo com todo o esforço para resolver o problema das aeronaves que estão sem condições de voar, isso deverá causar um prejuízo milionário para as companhias aéreas, que estão deixando cada A320neo por, pelo menos, um mês fora de serviço, sem gerar renda, a própria Spirit Airlines precisou alugar duas aeronaves da Miami Air durante o período, e as mesmas consumiam mais combustível em comparação com o A320neo, encarecendo as operações da companhia.

Após essa situação a Spirit adiou a entrega de várias aeronaves A320neo de 2018 para 2019. E não é só essa companhia que está enfrentando um problema maior, a Indigo tem atualmente nove aviões A320neo parados, de acordo com o The Times of India.

Atualmente a família de motores Pure Power da Pratt & Whitney possui mais de 80 clientes em mais de 30 países, ela equipa exclusivamente as aeronaves Bombardier CSeries, Embraer E-Jet E2 e Mitsubishi MRJ, na Airbus o motor PW1100G é oferecido junto com o motor Leap-1A da CFM, a companhia aérea pode escolher entre qualquer um dos dois motores.

 

Via – Airways Magazine

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Redação Aeroflap

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