(Reuters) – O presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, afirmou nesta quarta-feira (04/04) que uma parceria da empresa com a Boeing não é vital para o futuro da fabricante brasileira de aviões, embora siga discutindo com a norte-americana um modelo de aliança que possa ser aceito por todas as partes envolvidas, incluindo o governo brasileiro.

“A Embraer está sólida, uma das poucas empresas do Brasil com grau de investimento. A parceria com a Boeing não é vital para a Embraer”, afirmou o executivo durante cerimônia de entrega do primeiro avião da nova família de jatos de passageiros, um E2 190, para a companhia aérea norueguesa Widerøe.



O executivo afirmou que uma eventual parceria com a Boeing é “uma operação complexa” e que a empresa esta mantendo discussões com o grupo técnico montado pelo governo brasileiro para “buscar alternativas” para um modelo de parceria com a norte-americana.

No início do ano, o presidente da Embraer chegou a comentar que esperava um resultado das negociações ainda neste semestre, mas desta vez evitou fazer previsões.

“A operação precisa do conforto de todas as partes, do governo (brasileiro), da Boeing e da Embraer para que atenda todas as partes…Precisamos achar um formato que seja bom para todas as partes…A operação é complexa e pode levar mais tempo.”

Ele, porém, negou que a proximidade do processo eleitoral no Brasil seja um obstáculo para as negociações.

Questionado se a Embraer estaria aberta a ofertas de concorrentes da Boeing, Silva afirmou que a indústria de aviação é dinâmica e complexa, “temos que estar atentos aos movimentos estratégicos. Caso haja alguma coisa que nos interesse, vamos avaliar.”

 

Via – Reuters