Ocorreu em Londres no dia 13 e 14 de maio o Forum Brazil UK. Entre os ilustres palestrantes se encontraram autoridades como o Juiz Sérgio Moro, o Ministro do STF Luís Roberto Barroso e a Presidente da LATAM Brasil Claudia Sender entre outros.

Luís Roberto Barroso comentou que o Brasil sozinho é responsável por 98% dos processos trabalhistas em todo o planeta e o país tem 3% da população mundial.



Mas as criticas não pararam por ai, Cláudia Sender da LATAM fez criticas à legislação brasileira trabalhista e tributária no setor aeronáutico.

Ela deu um exemplo de como a legislação trabalhista brasileira é arcaica e reduz a capacidade das empresas darem emprego.

Em seu setor, contou que uma equipe de bordo da TAM só pode fazer o voo São Paulo-Londres-São Paulo três vezes por mês, enquanto a British Airways permite quatro viagens por mês para seus funcionários.

A lei trabalhista brasileira reduz a produtividade dos trabalhadores da TAM em 33%, mesmo que ela quisesse ganhar mais para fazer a viagem, não poderia.

A TAM não pode voar de São Paulo para Doha, no Oriente Médio, pois o voo é mais longo do que a jornada permitida para funcionários brasileiros pela lei trabalhista que rege a aviação.

As regras foram criadas quando não existiam aviões capazes de voar até Doha. O resultado é que diariamente uma companhia árabe faz esse voo sem concorrente brasileiro.

A presidente da companhia aérea citou também os problemas causados pela política tributária, cara e confusa. Disse que o Brasil é o pais com o mais caro combustível de aviação onde a companhia atua.

É mais barato encher o tanque em Miami do que no Brasil, onde o litro custa três vezes mais do que nos EUA.

O maior imposto sobre o insumo é o ICMS estadual. Disse que São Paulo cobra 25% e o Rio cobra 12%. Por isso a empresa procura encher o tanque no Rio, o que faz com que voe com mais peso a partir daquele Estado, e isso faz o avião poluir mais.

“O Brasil é o único país do universo que provoca poluição com tributos sobre a aviação”, disse.

Por sua posição estratégica entre a América Latina e a Europa, os aeroportos do Nordeste brasileiro teriam vocação de grandes hubs (centros de distribuição) de carga internacional. Mas isso não acontece porque a cadeia de produção dessa indústria tem muitas interfaces com o funcionalismo público, alfândegas e Polícia Federal, por exemplo— cujas constantes greves tornam instável e imprevisível o fluxo de mercadorias especialmente perecíveis.