Foto - Boeing/Reprodução

Com as recentes acusações trocadas entre os Estados Unidos e a Rússia, e a imposição de sanções entre os dois países, uma empresa que pode sair prejudicada é a norte-americana Boeing.

Essa situação está sendo causada pois a Rússia poderá em breve suspender a importação de aço titânio para os EUA, um componente essencial para muitas partes estruturais que equipam os aviões comerciais, além dos motores dessas aeronaves, fabricados pela GE e Pratt & Whitney.



O fornecimento de titânio para a Boeing é atualmente realizado através de um joint-venture com a empresa russa VSMPO. Esse comércio corresponde à 70% do titânio que essa empresa russa vende para fora, nos próximos 10 anos poderá corresponder a US$ 18 bilhões.

Só o Boeing 787 usa 56 peças de titânio, que são produzidas através da joint-venture.

“Entre os metais de terras raras que a Rússia fornece para os Estados Unidos está o titânio, que é necessário para o ciclo tecnológico de produção da Boeing”, disse o senador russo Ryabukhin.

O senador ainda ressaltou que 40% da produção exportada de titânio da Rússia é destinada aos Estados Unidos, e que uma suspensão pode ter efeitos graves na produção de produtos nacionais (dos EUA). A Rússia não está preocupada, visto que a Airbus compra mais titânio do que a Boeing.

O assunto ainda não está definido, e deverá ser negociado entre os dois países em breve.

 

Mais restrições

Além disso, os russos também podem suspender as exportações dos motores RD-180, que equipam os foguetes da United Launch Alliance, conglomerado aeroespacial formado pela Boeing e Lockheed Martin, duas empresas americanas.

Sem os motores RD-180, a ULA não poderá produzir foguetes Atlas V. Vale ressaltar que alguns lançamentos são realizados somente pela ULA, visto que a SpaceX não detém autorização para realizá-los.