O próximo lançamento do foguete Ariane 5 no dia 21 de março terá um satélite brasileiro, o SGDC, produzido pela Thales Alenia e que será operado pela empresa Visiona, uma joint-venture entre a Telebrás e a Embraer que cuidará das operações do satélite.

O SGDC tem 70% da sua capacidade direcionada para uso civil com transmissão via Banda KA, enquanto os outros 30% serão direcionados para uso militar com transmissão via Banda X. Com a empresa Visiona, e operações da Telebrás, será possível utilizar o satélite que pesa 5700 kg para fornecer banda larga em regiões remotas do Brasil, atendendo o Plano Nacional de Banda Larga planejado pelo Governo Brasileiro. 



Para uso civil (Banda Ka) o satélite tem capacidade de transferir até 58 e 59 gigabytes por segundo para localidades isoladas do Brasil, isso é equivalente a 45700 planos de internet com 2Mb cada.

O Ariane 5 levará outro satélite, o Koreasat 7 que será operado pela empresa coreana de serviços de satélite KTSAT, uma empresa da KT Corporation. O satélite pesa cerca de 3680 kg e irá fornecer acesso à internet, televisão e serviços de comunicações fixas na Coréia do Sul, Filipinas, Indonésia, Índia, Japão, continente no sudeste da Ásia e Oriente Médio.

Esse mesmo foguete Ariane 5 fez um lançamento em fevereiro com o satélite SKY BRASIL-1, que pesa aproximadamente 6000 kg e está expandindo a capacidade de distribuição de canais da operadora no Brasil.

O lançamento do SGDC está previsto para o dia 21 de março, às 19 horas, do Centro Espacial de Kourou, localizado na Guiana Francesa. O projeto é uma parceria entre os Ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e envolve investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões, sendo R$ 500 milhões para utilização da banda X pelos próximos 18 anos para o Ministério de Defesa.

O SGDC terá cinco centros de comunicação com o satélite no Brasil. A Telebras irá leiloar 4 lotes de comunicação do satélite, o primeiro lote tem 21 Gbps de banda, os lotes 2 e 3 terão 12 Gbps, cada um deles, o lote 4 terá 11 Gbps e será de uso exclusivo da Telebras, para atender o Plano Nacional de Banda Larga e órgãos do governo.