A nova linha de aeronaves de ultra-alcance, especificamente o Boeing 787/777X e o Airbus A350 ULR, será a base para os voos de longa-distância da Qantas no futuro. De acordo com a companhia será possível fazer tranquilamente voos de Sydney e Melbourne para Londres e Nova York, além de voos para o Rio de Janeiro, do outro lado do Pacífico, já em contato com o Oceano Atlântico.

Não que hoje seja impossível fazer voos de longa distância, o Boeing 777-200LR oferece uma grande autonomia (capaz de voar por 16 mil km sem escalas), mas que pode sofrer alterações no decorrer de um voo. A nova linha de aeronaves oferecerá um alcance ainda maior, só o A350 ULR será capaz de voar por mais de 18 mil km sem escalas.



Atualmente a rota mais longa cumprida pela Qantas Airways vai de Doha para Auckland, cobrindo uma distância de 14529 km em mais de 17 horas com um Boeing 777-200LR, essa mesma aeronave seria incapaz de fazer voos diretos para Nova York e Londres.

A rota de Sydney para Londres é o primeiro desafio da Qantas, visto que no total o voo durará 20 horas e 20 minutos, em compensação a companhia economiza 3h45 sem a escala obrigatória para reabastecimento. Já os voos para Nova York poderão durar no total 18h07, sem nenhuma escala.

A questão é, a Qantas quer operar voos de ultra-alcance, mas até o momento não encomendou nenhuma aeronave widebody de nova geração e grande tamanho, capaz de cumprir longas distâncias, e nós não estamos contabilizando os Boeing 787-9 encomendados pela companhia.

Resta saber se os passageiros vão gostar de ficar 20 horas em um assento de classe econômica. Para a Airbus e Boeing fica a missão, construir uma aeronave de longo alcance, para companhias que operam na Ásia-Pacífico.

 

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