Atualmente já é possível encontrar uma boa quantidade de pequenas aeronaves elétricas em desenvolvimento, temos o famoso E-Fan da Airbus Group e até mesmo o cri-cri elétrico. Mas nesta última semana, durante o Paris Air Show o diretor da SAE Internacional foi argumentado sobre a possibilidade de criar um 747 totalmente elétrico, e ele explicou o porquê não seria possível.

De acordo com pesquisas apresentadas por David Alexander, que é o Diretor da SAE, um Boeing 747 precisaria de 90 MW só para decolar, principalmente por causa do tamanho e do peso.



“Ninguém ainda conseguiu prever com certeza, com base na tecnologia atual, que eles seriam capazes de encontrar a relação de potência/peso certa para uma aeronave grande totalmente elétrica”, disse Alexander, argumentando sobre os projetos para criar uma aeronave a hélice totalmente elétrica para 100 passageiros depois de 2020.

Ele até fez uma estimativa de quantas baterias de notebook, considerando um padrão geral, o Boeing 747 elétrico precisaria somente para decolar, e o valor é impressionante, o segundo maior avião de passageiros no mundo atualmente precisa de 4,4 milhões de baterias só para decolar, sem considerar o período que a aeronave precisa ficar em voo.

A potência também é um problema, recentemente o Governo Brasileiro firmou um plano para construir um complexo de energia solar no Ceará com capacidade máxima de 90MW, e ele precisa de 300 mil placas fotovoltaicas.

Essa pesquisa apresentada por ele praticamente destrói os planos da JetBlue e da Boeing para os próximos anos, de desenvolver uma aeronave entre 10 a 50 assentos totalmente movida por motores elétricos.

O E-Fan da Airbus.

Apesar disso ele afirma que é possível aproveitar a alta eficiência dos motores elétricos para desenvolver partes das aeronaves que são acionadas por comandos hidráulicos ou mecânicos atualmente, a própria Bombardier usa bombeamento de fluido por eletricidade para os freios do CSeries, ao invés de usar um comando hidráulico, isso simplifica as partes e diminui o número de tubos de alta resistência dentro do avião.

O Boeing 787 usa um sistema de acionamento do motor principal totalmente elétrico, no lugar do tradicional acionamento pneumático.

Está claro que para desenvolver aviões elétricos os materiais precisarão ser otimizados, a própria Airbus fez isso quando desenvolveu o E-Fan, que ganhou uma asa levíssima, feita de materiais compostos. Agora a fabricante europeia se concentra em criar um avião elétrico-híbrido e em outros projetos, como o carro urbano que voa.

 

Carros

Enquanto isso os carros elétricos avançam como nunca, a Tesla já apresentou seu projeto para o Model 3, que começará a ser entregue a partir de 2018. Enquanto isso fabricantes europeias como a Renault e a BMW se concentram em criar carros compactos para uso nas cidades, com grande autonomia e muito torque disponível logo ao acelerar o mesmo.

 

Via – FlightGlobal

Texto – Aeroflap