A Rússia aproveitou o primeiro voo do Tupolev TU-160 modernizado (M.2) para anunciar mais 10 encomendas, em um negócio que vale até US$ 2,7 bilhões.

De acordo com a Força Aérea da Rússia o bombardeiro foi todo modernizado para se adequar às novas necessidades de defesa do país, uma revisão completa também é realizada no bombardeiro que já estava fazendo voos, evitando que ele volta para a frota da Força Aérea com baixa capacidade operacional e confiabilidade.

Há novos equipamentos de navegação eletrônica, inexistentes na versão anterior do Tu-160, além de novas armas e sistemas embarcados.

A Rússia planeja construir 50 bombardeiros Tu-160 M2 até o final de 2023, através de uma produção em série da aeronave para atender exclusivamente ao Ministério da Defesa da Rússia. Atualmente a Força Aérea da Rússia dispõe de 16 aviões desse modelo, mas somente 5 deles podem voar simultaneamente, todos os aviões serão restaurados e atualizados para a nova versão.

Sem muitos bombardeiros, a Rússia fica fragilizada diante de uma guerra, esses novos Tu-160 servirão para incrementar a frota, enquanto o projeto do Tupolev PAK DA está em andamento.

Capaz de transportar a bordo 12 mísseis de grande porte e mais algumas bombas, o Tu-160 é uma aeronave supersônica com 54,1 metros de comprimento e altura de 13,1 m. Necessita de 4 tripulantes e voa sem parar por até 14000 quilômetros. Seu grande destaque é a asa de geometria variável de acordo com a velocidade.

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