20150302_175232

Brasília, 21 de março de 2016 – AEB – O satélite nacional de pequeno porte Serpens, sigla para Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites, reentrará na atmosfera terrestre até o fim deste mês. O Serpens foi lançado ao espaço em 17 de setembro de 2015, pela Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês), e neste período completa com sucesso sua missão no espaço.

Desenvolvido por um consórcio acadêmico coordenado pela professora Chantal Cappelletti da Universidade de Brasília (UnB), o Serpens foi criado para coletar, armazenar e retransmitir dados ambientais, usando bandas de frequência de radioamadorismo. O projeto, apoiado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), tem como propósito a capacitação de estudantes de cursos de engenharia aeroespacial no Brasil.

Desenvolvido em 18 meses, o CubeSat nacional realizou coleta de dados ambientais em diversas partes do planeta, como por exemplo, no continente Americano, Antártida e Europa. A cada 90 minutos aproximadamente, o Serpens dá uma volta ao redor da Terra. Desde o começo de sua missão, o satélite forneceu mais de 150 mil pacotes de telemetria e mais de 700 acessos de comunicação.

Os sinais do nanossatélite foram captados por vários radioamadores do país e do mundo, sendo a maior parte das operações em órbita coordenadas pela estação de solo da Universidade de Vigo na Espanha, parceira internacional do projeto.

O engenheiro mecatrônico e bolsista da AEB, Gabriel Figueiró, que participou da construção do Serpens, explica que o pequeno satélite cumpriu sua missão. “O Serpens vem cumprindo seus objetivos, que começam com a concepção da missão, os estudos de viabilidade, projeto dos sistemas, construção, testes, lançamento e operação”, ressaltou.

Figueiró afirmou ainda que nos primeiros meses em órbita, foi possível experimentar a coleta de dados ambientais com uma plataforma no espaço construída com a participação de estudantes e jovens engenheiros do Brasil.

A primeira missão do programa foi coordenada pela UnB, com a participação das universidades federais do ABC (UFABC), Santa Catarina (UFSC), Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Federal Fluminense (IFF).

Do exterior, a principal parceira é a Universidade de Vigo, na Espanha. Além da Sapienza Università di Roma (Itália) e as norte-americanas Morehead State University e California State Polytechnic University.

A proposta é que as instituições se revezem na coordenação do projeto. Pelo cronograma, a UFSC será responsável pelo desenvolvimento do Serpens 2.

COMPARTILHAR