Foto - Boeing/Reprodução

Diante de um gradativo crescimento da demanda global por combustíveis sustentáveis, representantes do setor de diversos países se reúnem no próximo dia 19 de junho, em São Paulo, para debater a viabilidade e perspectivas dos biocombustíveis para a aviação no Brasil. Em quatro painéis serão discutidas as melhores práticas internacionais, a visão da indústria nacional, as pesquisas e desenvolvimentos sustentáveis, e as políticas públicas para o setor.

O encontro internacional é uma realização do Centro de Pesquisa e Tecnologia da Boeing (BR&T-B), Embraer, União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) e Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Renováveis de Aviação (RBQAV), com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Plural e Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR).

A iniciativa busca dar continuidade aos esforços globais da indústria da aviação para a redução das emissões de gases do efeito estufa no planeta. Nesse sentido, a aviação busca soluções sustentáveis para se descarbonizar e cumprir os acordos internacionais, garantindo sustentabilidade ambiental e econômica.

A aviação responde atualmente por 2% das emissões mundiais de carbono. Apesar de relativamente baixas, as emissões do setor são alvo de importante programa de metas para redução. Um expressivo grupo de empresas de aviação de 192 países, incluindo as que atuam no Brasil, se comprometeram a neutralizar o crescimento das emissões de gases de efeito estufa de suas operações internacionais a partir de 2020, em uma iniciativa pioneira da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, sigla em inglês). Até 2050, a expectativa é reduzir em 50% os níveis em relação ao ano de 2005.

O entendimento é que as melhorias devam partir de um trabalho conjunto que incluem operação do transporte aéreo, desenvolvimento de aeronaves e a busca por combustíveis sustentáveis alternativos para o cumprimento dos objetivos.

No Brasil, a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) sancionada em dezembro do ano passado busca criar mecanismos de incentivo para o desenvolvimento das cadeias produtivas de todos os biocombustíveis nacionais, como a de geração de certificados de descarbonização (CBIOs), inclusive para o bioquerosene.

O debate em torno do tema busca concretizar um plano de longo prazo para o desenvolvimento desse setor no país, que atrairia investimentos de até R$ 5 bilhões em refinarias, com a geração de 60 mil empregos diretos nos próximos anos, segundo estimativa apresentada pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) durante a estruturação da política.

 

Via – Boeing/Embraer

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