Foto - Sindag/Divulgação

O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) encaminhou agora há pouco ao Ministério da Agricultura um ofício oferecendo aviões para o combate a mosquitos nas áreas rurais de São Paulo e Minas Gerais.

A ideia é realizar aplicação de larvicidas biológicos nas áreas de mata, a exemplo do trabalho que a Força Aérea dos Estados Unidos realiza em casos de desastres naturais, como furacões. No caso brasileiro, conforme o Sindag, as operações poderiam ser feitas em parceria com a Embrapa, que recentemente desenvolveu um bioinseticida capaz de eliminar larvas de mosquitos sem prejudicar outros animais.

Conforme o presidente do Sindag, Júlio Kämpf, o avião já é largamente usado em campanhas contra mosquitos em diversos países da América Latina.

“Estamos oferecemos aeronaves e equipes de terra para as operações. Precisaríamos dos técnicos da área sanitária para acompanhar e avaliar as aplicações e do produto a ser utilizado”, resume Kämpf.

Nas áreas rurais, é praticamente impossível utilizar o fumacê por terra, como existe nas cidades. Além do mais, o uso de um produto biológico no nascedouro dos mosquitos também ajudaria a prevenir que as pessoas se intoxicassem com uso excessivo de inseticidas domésticos.

O presidente do sindicato aeroagrícola lembra que, apesar de não ser comum no Brasil, a aviação já foi utilizada com sucesso no combate a mosquitos em São Paulo em 1975.

EXPERIÊNCIA

Foto – Sindag/Divulgação

Na época (em 1975), três cidades da Baixada Santista (Mongaguá, Peruíbe e Itanhaém) sofriam com surto de encefalite causada por uma infestação de mosquitos Culex.

A ação teve a participação da Embraer, que cedeu o avião agrícola e onde trabalhava o hoje consultor do Sindag, Eduardo Araújo, e de uma empresa aeroagrícola. Em duas semanas, combinando ações em terra com pulverizações aéreas em áreas rurais e urbanas, o surto foi eliminado.

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