Chegou a vez da Southwest aposentar de vez o Boeing 737 Classic, uma aeronave que representa muito para a aviação mundial. O último voo da Southwest com o 737 Classic foi de Houston Hobby para Dallas Love Field na última sexta-feira, com o pouso do 737-300 às 23h35.

O avião responsável por esse último voo foi o de matrícula N632SW, ele foi entregue em 1996 para a Southwest, quase no final da fabricação do 737-300. No total a Southwest aposentou 30 aviões 737-300 na última semana, todos com cerca de 20 anos de uso.

Foto – Southwest

A família Classic da Southwest foi uma importante base para o crescimento da mesma, nas décadas de 80 e 90, a Southwest continuou com a mesma filosofia ao incorporar um grande número de aeronaves 737-700 NG (de nova geração) na sua frota, substituindo aos poucos os 737-500, primeiramente, e os 737-300 logo após, o 737-800 NG deu o apoio necessário para o aumento da capacidade em alguns trechos, mas não são todos que contam com essa aeronave, o 737-700 é quase um padrão.

E para não deixar literalmente um “buraco” em sua frota que tem atualmente 715 aeronaves, a Southwest pretende colocar 10 aviões 737 MAX 8 na sua frota até o fim de outubro deste ano, terminando o ano com 14 aeronaves desse tipo em sua frota. A primeira aeronave da Southwest já está pronta há muitos meses e foi usada até para testes de validação do MAX.

 

Fora dos padrões

Podemos dizer que a Southwest é também uma companhia contraditória para a história do 737 e também da Boeing. Ela criou uma exigência totalmente fora dos padrões que a Boeing queria para o 737 Classic, a aeronave deveria ser equipada com um cockpit muito semelhante ao 737 Original, bem diferente quando comparado ao Glass Cockpit que a Boeing projetou para a versão Classic

Isso tudo porque ela queria economizar no treinamento dos seus pilotos, na época a Southwest já era uma companhia com uma frota considerável, e hoje é a maior Low Cost do planeta, mesmo que não siga à risca o mercado atual (Ultra Low Cost), que começou a penalizar muito o direito dos passageiros nos Estados Unidos, a oferta superior da companhia ajuda no marketing positivo dos voos.

 

A expansão

Em 2006, a companhia aérea tinha três tipos de aeronaves: 194 Boeing 737-300, 25 Boeing 737-500 e 232 Boeing 737-700 – totalizando uma frota de 451 aviões.  Na última década, a frota cresceu para 712 aeronaves, no final de 2016 a Southwest contava com a seguinte frota: 116 Boeing 737-300, 10 Boeing 737-500, 476 Boeing 737-700 e 110 Boeing 737-800.

A imagem abaixo ilustra bem essa mudança da Southwest:

 

O novo 737 MAX 8

Foto – Southwest

A Southwest começou hoje (01/10) seus voos com o Boeing 737 MAX 8, como previsto pela operadora americana, após se recusar a estrear essa nova aeronave da Boeing por problemas com o sindicato de pilotos. O primeiro voo foi de Dallas (Love Field) para Houston (Hobby).

Na frota da Southwest o Boeing 737 MAX 8 substituirá o 737 Classic, visto que a nova aeronave da Boeing é comparável em consumo de combustível aos antigos 737 que a Southwest opera atualmente, mas o 737 MAX leva até 175 na configuração da companhia americana, em comparação com o 737-300, que leva 137 na mesma configuração de espaço.

Com maior disponibilidade de assentos e consumo melhor, a companhia aérea pode aumentar ainda mais seus ganhos por voo, permitindo também obter preços competitivos, já que o custo por assento é menor. Com a substituição a Southwest planeja lucrar US$ 200 milhões a mais em 2017, mesmo pagando US$60 milhões de multa para quebrar os contratos de leasing.

Foto – Southwest

Esse voo é muito semelhante ao primeiro voo do 737-200 da Southwest em 18 de junho de 1971, naquela época novidade na companhia. O primeiro voo do 737-200 na frota da companhia foi de Dallas para Houston, porém pousou no Houston Internacional Airport.

A Southwest tem 200 encomendas para o 737 MAX, sendo 170 para o 737 MAX 8 e 30 para o 737 MAX 7.

 

Veja mais sobre a história do 737 Classic em:

Uma análise – Evolução do Boeing 737 – Classic

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