Não é só o bilionário Elon Musk que tem umas ideias mirabolantes relacionadas ao setor espacial (e de aviação também), hoje a empresa do bilionário Paul Allen, que é um dos fundadores da Microsoft, a Stratolaunch apresentou seu novo avião que é alimentado por seis (eu disse SEIS) motores turbofan e tem uma envergadura maior do que a encontrada no Boeing 747.

Semelhanças ou não com o Tiu Musk, já que os dois ficaram bilionários graças ao computador, é válido completar a grandiosidade dessa aeronave. Ao todo o Stratolaunch tem seis tanques de combustível, 117 metros de asa (mais do que um Antonov An-225), vazio pesa cerca de 226 mil quilos e pode pesar quase 350 mil quando com os tanques cheios de combustível. São 24 pneus e rodas nos trens de pouso principal, mais 4 no trens de pouso do nariz.



Apesar disso tudo o Stratolaunch tem uma missão no estilo Elon Musk de ser, esse avião será usado para lançar foguetes em alta altitude, onde a densidade do ar é menor, e consequentemente o arrasto. Depois de lançado esse foguete irá até a órbita desejada de operação. Outra vantagem é que esse avião já está em movimento, então você não precisa tirar o foguete totalmente da inércia.

Fotos – Stratolaunch/Divulgação

De acordo com o dono da empresa, que é o Paul Allen, esse tipo de lançamento é bem mais barato e menos arriscado do que um foguete lançado de forma convencional. A Virgin Galactic, que também pertence a outro bilionário, também está seguindo a mesma filosofia, desenvolvendo o lançador baseado em um avião Boeing 747 e o SpaceShipTwo.

A empresa Orbital ATK está colaborando com Paul Allen nessa empreitada, já que essa aeronave não é nada sem o foguete (certo?), então o Stratolaunch carregará o Pegasus XL até a altitude de 30 mil pés, quando logo após o foguete ganhará a propulsão que fará ele seguir até sua órbita pré-determinada, de acordo com o tipo de satélite a bordo.

 

Período de Testes

Fotos – Stratolaunch/Divulgação

Após o roll-out da aeronave, realizado hoje na Califórnia, a Stratolaunch Systems prosseguirá com as etapas de certificação do avião em solo, até conseguir finalmente realizar o primeiro voo em 2019. 

Durante a fase de testes em solo serão colocados em prova itens como reabastecimento da aeronave, teste de taxiamento em baixa e alta velocidade, seguido também por testes nos sistemas eletrônicos e hidráulicos. 

 

Somente satélites pequenos

Fotos – Stratolaunch/Divulgação

Após fracassar em um contrato a ser assinado com a SpaceX e outras empresas, a Stratolaunch está focando em transportar pequenos satélites por vez. Enquanto isso a Virgin Galactic, como já citado acima, também tem essa mesma perspectiva com o projeto do 747, enquanto o SpaceShipTwo pode transportar tanto pessoas como cargas.

Se a Stratolaunch quer ganhar mercado primeiramente ela precisa operar com um baixo preço de lançamento, foguetes como o Falcon 9, da SpaceX, são capazes de lançar até 10 pequenos satélites por vez, como realizou recentemente (e irá realizar dia 25 de junho novamente), o lançamento de 10 satélites Iridium, para rastrear aviões.

Isso não é um grande problema para Allen, já que o empresário afirmou em uma entrevista durante o dia 1º de maio que está garantida a tecnologia de lançamento com capacidade de diminuir custos, mesmo que antes isso custe milhões de dólares.

“Não estou dizendo que quer perder dinheiro”, disse Jean Floyd, diretor executivo da Stratolaunch Systems. “Mas Paul Allen nunca falou comigo sobre: ​​’Quanto dinheiro eu vou fazer se eu conseguir isso?'”. Dinheiro não é problema para Paul Allen, em 2014 ele doou US$100 milhões para a nobre causa de combate ao surto de ebola na África Ocidental.

 

Capacidade

Fotos – Stratolaunch/Divulgação

Apesar da sua baixa autonomia, o Stratolaunch tem capacidade para receber até 250 mil kg de carga, esta deverá estar situada entre as duas cabines de tripulantes, na asa do meio. A autonomia é bem pequena, mas suficiente para realizar essa missão e retornar para a base com sobras, no total esse avião só pode voar por até 2200 km com carga máxima.

Incrível mesmo é que se o Stratolaunch conseguir voar, será a aeronave com maior asa já construída na história. Não consideramos aeronaves aquilo que não voa, pois até mosquito consegue sair do chão. Na propulsão esse avião conta com seis motores Pratt & Whitney PW4056, que equipam o Boeing 747 e disponibilizam até 63300 lbf cada.

Fotos – Stratolaunch/Divulgação

Já o foguete da Orbital ATK é equipado com motores Aerojet Rocketdyne RL10, alimentado por Oxigênio líquido (LO2) e Hidrogênio Líquido (LH2), não é a solução mais simples, visto que obter hidrogênio líquido é complicado, porém a solução com melhor peso/potência, e melhor queima (também não polui a atmosfera, Greenpeace).

 

Fotos – Stratolaunch/Divulgação