A TAP Portugal e a Azul estão trabalhando em uma nova joint-venture para que as duas companhias aéreas possam entrar em colaboração nos voos transatlânticos entre a Europa e o Brasil.

“Queremos chegar a uma cooperação completa”, disse Trey Urbahn, diretor comercial da TAP  ao FlightGlobal. Urbahn disse que uma joint venture permitirá que as duas companhias aéreas cooperem em preços e capacidade. As duas empresas já possuem uma lista de voos compartilhados, através de acordos de codeshare, e querem colaborar ainda mais na aquisição conjunta de aeronaves e combustível.



David Neeleman em um voo da TAP. Foto – TAP/Divulgação

A joint-venture irá selar ainda mais a relação entre TAP e Azul, que compartilham relações de propriedade comum através do fundador da Azul David Neeleman. Ele é acionista da Atlantic Gateway e possui uma participação de 45% na holding da TAP, incluindo a parte acionária do sócio Português e do Governo de Portugal.

Desde que a Atlantic Gateway comprou parte da TAP no final de 2015, a companhia aérea iniciou um processo de renovação da frota e está transformando seus serviços em uma operação de baixo custo, o famoso modo Low Cost, também incorporado na Azul.

O ex-presidente da Azul, Antonoaldo Neves, recentemente mudou-se para a TAP, onde ele é agora um membro do conselho administrativo. Urbahn disse que Neves provavelmente terá um bom desempenho como presidente-executivo da TAP.

Embraer ex-Azul que foi para a TAP. Foto – Embraer

“Antonoaldo é o sucessor lógico de Fernando”, disse Urbahn, que era diretor de receitas da Azul antes de se mudar para a atual posição na TAP. Urbahn disse que a Atlantic Gateway mantém o controle de gestão do funcionamento cotidiano da companhia aérea, e que o governo de Portugal permitiu principalmente a Atlantic Gateway fazer seu trabalho de melhoria das finanças e serviços.

Depois que a Atlantic Gateway assumiu a administração da TAP algumas aeronaves sobressalentes da Azul, durante a crise econômica no Brasil, foram transferidas para a TAP, expandindo as operações da companhia portuguesa que estavam bastante engessadas, outros aviões voltaram para o Brasil, como os dois A330 da Azul emprestados para a TAP, enquanto a companhia não recebia os A330-300.

 

Via – FlightGlobal