Para melhor uso do satélite estatal SGDC-1, a Telebras e a Viasat firmaram um contrato que vai fornecer um serviço de internet banda larga para clientes em áreas remotas. De acordo com a empresa, esse novo serviço trará internet de alta velocidade e acessível para comunidades não atendidas em cinturões urbanos, bem como em áreas rurais e remotas em todo o Brasil.

Esse serviço será um primeiro estágio para o projeto do governo no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), além disso também permitirá entrar em serviço o Gesac (Eletrônico Governo – Serviço de Atendimento ao Cidadão).



A Telebras é proprietária do SGDC-1, o maior Satélite HTS (High Throughput Satellite) com cobertura em todo o território brasileiro e áreas costeiras, com aproximadamente 58 Gbps, o que representa a soma da capacidade de todos os satélites operacionais que atualmente cobrem o Brasil.

Com esse serviço, a Telebras espera gerar uma receita de US$ 1 bilhão com o uso do satélite nos próximos 10 anos, valor próximo ao esperado para pagar o custo de aquisição e lançamento. Vale lembrar que cerca de 30% da capacidade do satélite é para uso militar, em Banda X.

O contrato entre a Telebras e a Viasat compreende serviços e equipamentos fornecidos pela Viasat e o uso de 100% da capacidade da banda Ka do SGDC-1, oferecendo acesso à internet banda larga em todo o Brasil.

Uma parte do satélite também será utilizada comercialmente, gerando alto lucro para a Telebras, através de links para empresas e aviões.

 

O SGDC

Lançado no dia 4 de maio DE 2017, a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, o SGDC passou por uma fase de ajustes e testes orbitais sob a coordenação de militares das três Forças Armadas e de engenheiros da fabricante do satélite, a empresa francesa Thales Alenia Space.

No total o satélite tem 57 transponders na Banda KA e cinco na Banda X, o número de transponders não está ligado diretamente a capacidade do satélite, que será 70% direcionada para uso civil e 30% para uso militar. Cerca de 10% da capacidade civil será usada para integrar os sistemas de saúde do Brasil.

As dimensões do SGDC são bem impressionantes, no momento de lançamento do satélite ele pesava 5735 kg, com seus painéis solares abertos o satélite mede 37 metros, e tem 7,1 metros de altura, mesmo quando os painéis estão fechados.

O satélite é capaz de cobrir todo o território nacional e parte do oceano atlântico igualmente 24 horas por dia, graças a sua posição geoestacionária, em que o satélite fica parado na mesma posição apontando para o mesmo alvo. A cobertura na Banda X é diferenciada e capaz de fornecer comunicação em toda a América do Sul para as Forças Armadas.

O projeto é uma parceria entre os Ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e envolve investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões, o governo já investiu R$ 2,046 bilhões no satélite, e ainda deverá pagar mais R$ 724 milhões em até dois anos. O tempo estimado de vida do satélite é de 18 anos, mas pode ser expandido caso haja condições de operação.