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Terminal 1 do Galeão será parcialmente desativado em novembro

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A partir do fim de novembro, os serviços para passageiros no Terminal 1 do aeroporto do Galeão, aberto em 1977, serão desativados, apesar de ter sofrido uma série de melhorias para a Copa do Mundo e a Olimpíada. A mudança centralizará no Terminal 2 — mais novo, de 1999 — toda a operação de check-in, despacho e restituição de bagagens, seja em voos nacionais ou internacionais, das 24 companhias aéreas que operam no Galeão.

No terminal 1 continuarão a funcionar apenas as pontes de embarques e desembarques para aeronaves, centro de operações e emissão de passaportes pela Polícia Federal. Os passageiros serão os mais prejudicados pois terão que passar obrigatoriamente pelo check-in das 24 companhias que operam no Galeão, no Terminal 2, além de ter que contar com apenas um único terminal de serviços.

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Apesar de a desativação estar marcada para o mês que vem, desde o primeiro trimestre deste ano o Terminal 1 já vinha sendo esvaziado. O processo de transferência de companhias aéreas para o Terminal 2, segundo o RIOgaleão, começou em março, com empresas como Alitalia, Air France, Aerolíneas Argentinas, Avianca e Latam. No último domingo, foi a vez dos voos internacionais da Gol. No momento, só o check-in da Azul e dos voos domésticos da Gol são mantidos no Terminal 1, com previsão de serem deslocados até 22 de novembro.

A mudança preocupa porque acontece às vésperas das festas de final de ano e da temporada de verão, já antecipando dias de caos para quem tiver voos programados nos dias de maior movimento. A Anac garante que existe a obrigatoriedade da RIOgaleão de garantir aos passageiros um sistema operacional eficiente e que se houver situações de desconforto e caos adotará as medidas cabíveis na legislação. Boa parte das lojas do Terminal 1 já fecharam suas portas.

Foto - Divulgação / RIOgaleão
Foto – Divulgação / RIOgaleão

O Terminal 1 do Galeão tem quase 90 mil metros quadrados, já foi reformado diversas vezes para se adequar ao tráfego de passageiros entre as décadas. Atualmente é administrado em um consórcio com propriedade de 49% pela Infraero e 51% divididos entre a Odebrecht Transport e a Changi Airports International, e transporta 17 milhões de passageiros por ano.

Um fato histórico sobre o TPS 1 do Galeão está na operação de voos com a frota de Boeing 747 da Varig e o único aeroporto do Brasil que recebeu operações regulares com o Concorde, o jato comercial supersônico que voou até 2003. 

A concessionária que administra o aeroporto afirmou que a partir de novembro com a primeira etapa de obras concluídas, o Terminal 2 do Galeão (com o Píer Sul) será capaz de transportar até 30 milhões de passageiros por ano.

“Uma nova infraestrutura no aeroporto carioca era necessária e urgente e permitiu que o RIOgaleão fosse um dos maiores legados olímpicos da cidade. A ampliação da área de terminal, do pátio e do número de pontes de embarque era necessária e uma obrigação do contrato de concessão. Toda essa nova infraestrutura continuará ativa, permitindo que a experiência dos passageiros esteja à altura dos melhores aeroportos do mundo”, disse a concessionária RIOgaleão.

A RIOgaleão reforçou em comunicado oficial que a medida realizada serve para atender melhor aos passageiros, que contarão com toda a modernidade do Terminal 2. A concessionária realizou um investimento de quase R$ 2 bilhões para construir uma nova área de 100 mil m², um novo pátio de aeronaves de 260 mil m², um novo edifício garagem, além de reformar e abrir a parte inutilizada do Terminal 2.

Para retomar as operações em época de alta demanda o Terminal 1 terá que passar por uma extensa reforma e modernização, devido ser uma construção da década de 70. Atualmente com a capacidade do TPS 2 + Píer Sul na casa dos 30 milhões de passageiros por ano e com movimento de somente 17 milhões, não é necessário ativar a antiga estrutura do TPS1.

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Redação Aeroflap

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