Foto - TV Globo/Reprodução

Assim como São Paulo tem o Campo de Marte e o Rio de Janeiro de o Aeroporto de Jacarepaguá, Brasília também poderá ganhar em breve um novo aeroporto oficial dedicado para aviação executiva.

Pelo menos esse é o planejamento da Terracap, que vai transformar o Aeródromo de São Sebastião em um local especializado na operação de jatos executivos. O aeródromo também é conhecido como “Botelho” entre os brasilienses.



De acordo com o órgão que administra as terras do Governo do Distrito Federal, o local é atrativo, principalmente por causa da infraestrutura existente, com uma pista de 1,5 km de comprimento, e 23 metros de largura, capaz de receber a maioria dos aviões de pequeno porte e até mesmo muitos jatos executivos que operam atualmente.

No mesmo local ainda existe mais de 90 hangares, que abrigam mais de 200 aviões, superando até o Aeroporto Internacional de Brasília. O planejamento da Terracap é focar no aeródromo como o principal lugar para a aviação executiva e geral, atraindo também eventos e a famosa “hangaragem” de aeronaves, que é quando o proprietário aluga um lugar para guardar sua aeronave no aeroporto.

Para a Terracap há muita demanda e expectativa de crescimento para o Aeródromo “do Botelho”, mesmo com a distância deste para o centro da cidade.

O primeiro passo a ser realizado pela Terracap é buscar empresas interessadas em administrar o aeroporto, já que a especialidade dessa empresa estatal não é a administração de aeródromos. O esperado é que a Terracap conceda durante algum período de tempo o local para uma empresa, e assim a área continua pertencendo à Terracap.

O contrato de administração do local deve sair até dezembro, já que o edital deve sair em setembro deste ano.

A administradora atual, composta por uma associação, disse que vai apresentar uma proposta para a Terracap, e assim continuar administrando o local.

Atualmente o aeródromo foi por muito tempo arrendado para o João Botelho, que só tem permissão para operar o local como atividade rural. A Terracap tomou as terras de volta e planeja utilizar a estrutura existente para seguir com esse projeto, ao invés de demolir tudo.