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Tipos de asa e sua aerodinâmica – Trapezoidal

E começamos mais essa série explicando a aerodinâmica e funcionamento de cada tipo de asa, sim, existem milhares de tipos disponíveis, o uso no projeto e moldagem depende muito mais do departamento de aerodinâmica de uma empresa do que do conceito base em si, mas eles sempre procuram deixar essa área o mais eficiente possível, ou seja, fazer o melhor sem consumir tanto espaço, gerar o mínimo de arrasto aerodinâmico possível e reduzir o peso total do conjunto. A velocidade recomendada para seu uso ronda entre 200km/h a 550km/h onde sua eficiência é mais evidente, mas nada impede que utilizem em outros tipos de projeto em que a aeronave seja mais rápida em cruzeiro ou tenha uma velocidade menor (especial em caso de aeromodelos).

Asa trapezoidal de um Cessna Caravan
Asa trapezoidal de um Cessna Caravan

O assunto de hoje é asa trapezoidal, não precisa falar muito para entender como ela é, o formato é de trapézio se for analisar o conjunto. Ela é conhecível por ser bem eficiente em voos de baixa velocidade pois seu perfil de corda ( para saber o que é corda numa asa – imagem abaixo) é maior na raiz e menor nas pontas da asa o que reduz o vortex criado pois a ponta é menor que a raiz, diferentemente de uma asa de perfil retangular.

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Ok, essa eficiência toda aerodinamicamente é explicada em sua não eficácia em termos estruturais. Por sua área menor nas pontas logicamente a quantidade de longarinas e o tamanho das nervuras é menor, mas nos testes estruturais a qual a asa tem que aguentar o peso 150% maior que o da própria aeronave a ponta tem que aguentar o mesmo peso da raiz, teoricamente. Mas isso é conseguido usando ligas de metais mais eficientes e que não acrescente tanto peso na aeronave.

Teste de fadiga feito na asa de um Super Tucano da Embraer
Teste de fadiga feito na asa de um Super Tucano da Embraer

 

Para calcular a sua área é basicamente igual a do trapézio, só pegar a corda menor, a maior e sua “altura” e dividir por 2, o mais difícil mesmo fica o tamanho de cada nervura que muda, ou seja, todas em cada lado da asa são diferentes.

Próxima parte vou falar de asa mista, e na outra perfis de asa as simétricas e as assimétricas e as diferenças do ângulo de ataque no centro de massa e na eficiência do conjunto.

 

About the author

Pedro Viana

Pedro Viana

Acadêmico de Engenharia Aerospacial - Editor de foto e vídeo - Fotógrafo - Aeroflap

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