Donald Trump pode estar tentando impedir a venda de novos aviões civis da Airbus e da Boeing para o Irã, de acordo com uma publicação de sábado do “The Wall Street Journal” e uma declaração do vice-ministro de Estradas e Desenvolvimento Urbano do Irã, Asghar Fajrieh Kashan.

Tal manobra estaria sendo realizada com uma manobra no congresso, para barrar a venda de novos aviões para o Irã. O Asghar Fajrieh ainda disse que esse acordo inclui um ato de convencer as instituições financeiras a não efetuarem transações com o Irã, e proibir o pagamento do Irã por novos aviões.

Em um ato ainda mais radical, Trump pode optar por proibir a entrega de novos aviões para o Irã, principalmente os fabricados pela Boeing. Isso acabaria com uma venda de aeronaves civis que a Boeing fez para a Iran Air, cotada em US$ 16,6 bilhões.

Além disso a Iran Air tem um acordo de compra com a Airbus, para encomendar 100 aviões, e com a ATR para até 40 aviões do modelo ATR72. Dessas duas encomendas, o Irã já recebeu 7 aeronaves.

Boeing 777-9X

Donald Trump estaria colocando essa medida em pauta por medo que o país use esses aviões para transportar armas e militares até a Síria. Os Estados Unidos querem uma garantia que o país só usará esses aviões para transportar passageiros.

Além disso o presidente dos EUA desconfia que o Irã não está cumprindo o acordo nuclear fechado em 2015, e que também autoriza o país a comprar novos aviões, porém com a concordância de diminuir sua capacidade de enriquecimento de urânio.

O Estados Unidos tem a seu favor as empresas que fabricam motores para aviões, a maior parte delas, como a GE e a PW, são americanas. Em um Airbus A320neo só há duas opções de motorização, uma com CFM (em parte propriedade da GE) e a outra disponível é da Pratt & Whitney (totalmente americana). Nós sabemos bem que sem motor o avião não voa.

Para piorar a oposição às vendas, recentemente o Republicano Roger Williams defendeu, em uma entrevista, que os EUA não vendam nenhum avião para o Irã, acusando o país de ser “o maior patrocinador do terrorismo mundial”.

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