Foto – FAB/Divulgação

Em um projeto original e bastante inusitado, o paraquedista Luigi Cani voou ao lado das aeronaves da Esquadrilha da Fumaça sobre a pista da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP). A ideia partiu do próprio Cani, no início de 2016, que convidou a Fumaça para fazer parte do seu projeto. Foram realizados sete voos da Esquadrilha junto com os saltos para encaixar o momento ideal de voo dos aviões com o paraquedista.

“O voo em conjunto deu certo. Não é tão simples quanto a gente gostaria que fosse, pois temos muitas diferenças em dinâmicas de voo: wingsuit e o avião A-29 Super Tucano. Mas, com o profissionalismo da Fumaça e a minha persistência, conseguimos documentar momentos próximos em voo, o que nos rendeu imagens incríveis”, destacou Cani.

O então Comandante da Esquadrilha da Fumaça, Tenente-Coronel Líbero Onoda Luiz Caldas, ressaltou a importância do projeto. “A oportunidade de voar com um atleta tão reconhecido internacionalmente como o Luigi Cani, na sua categoria wingsuit, é ímpar, pois se trata de um voo nunca feito antes aqui no Brasil. Foi um grande desafio concretizar essa ideia e bastante gratificante para todos nós que fizemos parte deste momento histórico”, disse.

 

Projeto

Foto – FAB/Divulgação

O projeto incluiu a participação da equipe Cani.TV, com a presença de três profissionais da área de comunicação visual: o paraquedista de wingsuit João Tambor, que filmou o voo de Cani; o piloto do avião Cessna, de onde os paraquedistas saltavam; um profissional de captação de imagens e o piloto do Robinson R-44, responsáveis pela produção de filmagens feitas em uma câmera acoplada ao helicóptero, durante as gravações. A reportagem sobre o projeto foi divulgada neste domingo (24/12), no Programa Esporte Espetacular da Rede Globo, e, ainda em data a ser definida, no Canal Off. (Clique Aqui Para Assistir o Vídeo)

A ideia foi realizada durante a semana de 21 a 24 de agosto na AFA. No início do projeto, o voo foi feito com apenas uma aeronave da Fumaça voando ao lado do Luigi Cani, em um salto wingsuit a, aproximadamente, 200 km/h.

“Evoluímos progressivamente para quatro aviões e conseguimos concluir nosso objetivo. O voo foi feito comigo no centro e dois Super Tucanos de cada lado”, explicou Cani. “Todo o processo desse projeto foi muito especial e mais um grande sonho realizado. Estou levando experiências que vou guardar para o resto da vida. Espero que o projeto, quando divulgá-lo futuramente por meio das histórias, cumpra nossa missão de inspirar as pessoas, passando uma mensagem positiva, relacionada ao que amamos fazer: o voo. Os pilotos da Fumaça dedicaram a vida para uma carreira profissional, para o sonho de voar, e hoje são referências no que fazem. É um tipo de voo que envolve precisão, é uma verdadeira arte no ar”, complementou.

Como parte da filmagem, além do voo wingsuit, Cani também voou com a Esquadrilha da Fumaça, dentro do avião número 5, pilotado pelo Major José de Almeida Pimentel Neto. Emocionado, ele comentou sobre como foi voar com as sete aeronaves da Fumaça, realizando um display de demonstração.

“Voar dentro da Fumaça foi uma das coisas mais incríveis que eu já fiz na vida. Muito inspirador e, ao mesmo tempo, intimidante. Por mais que você saiba do profissionalismo da Fumaça, dá medo ver os aviões voando tão próximos. Só se você estiver sentado lá terá como sentir o quanto é sério o voo e a grande dinâmica para que tudo aquilo aconteça. É de perder o fôlego de tão bonito. É uma coisa que gostaria de dividir com as pessoas, pois parecia que eu estava em um filme com as sete aeronaves voando juntas”, concluiu.

 

Via – Força Aérea Brasileira